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Em meio a debate sobre voto impresso, TSE lança campanha sobre segurança das urnas eletrônicas

·2 minuto de leitura

BRASÍLIA — Em meio às investidas do presidente Jair Bolsonaro a favor do voto impresso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou nesta sexta-feira uma campanha comemorativa dos 25 anos da urna eletrônica, cujo enfoque é justamente reforçar a credibilidade do processo eleitoral brasileiro.

A campanha explica todos os passos da segurança do sistema eleitoral e foi apresentada pelo presidente do TSE, Luís Roberto Barroso. Barroso é o apresentador dos vídeos ilustrativos — que mostram com pormenores técnicos como o sistema da urna eletrônica é auditável e confiável.

— Não é uma campanha de polemização, apenas uma campanha de transparência para que a sociedade tenha informação fidedigna sobre a lisura do nosso sistema eleitoral — afirmou o ministro na cerimônia de lançamento.

Ele ressaltou que a iniciativa não se trata de uma "resposta". "Esta ação vinha sendo pensada há mais de um ano". No entanto, a campanha não deixa de ser uma forma de contornar a narrativa crescente, propalada pelo bolsonarismo, sobre a falta de confiança na urna eletrônica.

O presidente da República, eleito em 2018 com o voto eletrônico, chegou a questionar o resultado da eleição vencida por ele próprio — e nesta semana, em um novo capítulo de sua cruzada contra a urna eletrônica, disse que Arthur Lira será o "pai do voto impresso", depois que o presidente da Câmara dos Deputados determinou a criação da comissão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do assunto.

— Não é meu papel polemizar com o presidente, nós apenas cuidamos de demonstrar o que é e como funciona a urna eletrônica. O TSE cumpre a Constituição Federal, a lei e as decisões. Nesse momento no Brasil, inexiste voto impresso. Meu papel é demonstrar a transparência do sistema e a auditabilidade. O resto é política que tem uma lógica própria — afirmou Barroso ao ser questionado sobre as declarações de Bolsonaro.

As eleições no país são acompanhadas por observadores internacionais e, desde a adoção da urna eletrônica, em 1996, nunca houve qualquer comprovação de fraude eleitoral.

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