Mercado fechará em 3 h 3 min
  • BOVESPA

    129.801,36
    -289,72 (-0,22%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.734,03
    -174,15 (-0,34%)
     
  • PETROLEO CRU

    72,21
    +0,09 (+0,12%)
     
  • OURO

    1.861,60
    +5,20 (+0,28%)
     
  • BTC-USD

    38.641,54
    -1.562,29 (-3,89%)
     
  • CMC Crypto 200

    955,55
    -36,92 (-3,72%)
     
  • S&P500

    4.236,68
    -9,91 (-0,23%)
     
  • DOW JONES

    34.204,12
    -95,21 (-0,28%)
     
  • FTSE

    7.184,95
    +12,47 (+0,17%)
     
  • HANG SENG

    28.436,84
    -201,69 (-0,70%)
     
  • NIKKEI

    29.291,01
    -150,29 (-0,51%)
     
  • NASDAQ

    14.009,75
    -20,50 (-0,15%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,0609
    -0,0570 (-0,93%)
     

Em meio a debate sobre voto impresso, TSE lança campanha sobre segurança das urnas eletrônicas

·2 minuto de leitura

BRASÍLIA — Em meio aos investidas do presidente Jair Bolsonaro a favor do voto impresso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou nesta sexta-feira uma campanha comemorativa aos 25 anos da urna eletrônica cujo enfoque é, justamente, reforçar a credibilidade do processo eleitoral brasileiro.

A campanha explicativa de todos os passos da segurança do sistema eleitoral foi apresentada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, que preside a Corte eleitoral atualmente. Barroso é quem estrela os vídeos ilustrativos -- que tentam dar detalhes sobre pormenores técnicos de audibilidade do sistema da urna.

"Não é uma campanha de polemização, apenas uma campanha de transparência para que a sociedade tenha informação fidedigna sobre a lisura do nosso sistema eleitoral", afirmou o ministro na cerimônia de lançamento que explicou ainda que a iniciativa não se trata de uma "resposta". "Esta ação vinha sendo pensada há mais de um ano".

Apesar de não se tratar de uma resposta, o detalhamento presente da campanha não deixa de ser uma forma de contornar a narrativa crescente, propalada pelo bolsonarismo, sobre a falta de audibilidade da urna eletrônica.

O presidente da República, eleito em 2018 com o voto eletrônico, chegou a questionar o resultado da eleição vencida por ele próprio -- e nesta semana, em um novo capítulo de sua cruzada contra a urna eletrônica, disse que Arthur Lira será o "pai do voto impresso", depois que o presidente da Câmara dos Deputados determinou a criação da comissão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do assunto.

"Não é meu papel polemizar com o presidente, nós apenas cuidamos de demonstrar o que é e como funciona a urna eletrônica. O TSE cumpre a Constituição Federal, a lei e as decisões. Nesse momento no Brasil, inexiste voto impresso. Meu papel é demonstrar a transparência do sistema e a auditabilidade. O resto é política que tem uma lógica própria", afirmou Barroso ao ser questionado sobre as declarações de Bolsonaro.

As eleições no país são acompanhadas por observadores internacionais e, desde a adoção da urna eletrônica, em 1996, nunca houve qualquer comprovação de fraude eleitoral.