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Em meio à pandemia, Copa do Brasil tem times 'viajando' duas vezes ao redor da Terra

Bruno Marinho
·3 minuto de leitura

A Copa do Brasil de 2020 terminou no domingo, mas não há tempo para folga e a edição 2021 já começa hoje, com os duelos entre Águia Negra-MS e Vitória e Campinense-PB contra o Bahia. Até o dia 18, a primeira fase da competição promoverá o deslocamento de 40 delegações por um país com dimensões continentais. Serão ao todo quase 87 mil quilômetros percorridos em aviões, ônibus e até barcas pelas cinco regiões brasileiras, uma jornada que, somada, é o equivalente a duas voltas ao redor da Terra. Um baita trânsito de pessoas em tempos de pandemia.

Será em meio ao surgimento de variantes domésticas do vírus e no ápice do número de casos e mortos pela doença no país — a média móvel de falecimentos diários foi de 1.540 segunda-feira — que 80 times iniciarão a longa caminhada em busca do segundo título mais importante do futebol brasileiro.

A manifestação mais enfática contra a disputa da competição no atual estágio da pandemia veio do técnico do América-MG, Lisca. Sua equipe entrará em campo dia 18 contra o Treze, na Paraíba. Diante das câmeras de TV e com a voz embargada, lamentando a morte de colegas treinadores pela doença, ele comoveu, mas não encontrou muita adesão no meio do futebol.

O Fortaleza está entre as equipes que farão o maior deslocamento nesta primeira fase: viajará mais de 4 mil quilômetros para enfrentar o Caxias, no Rio Grande do Sul. O presidente do clube se mostra confiante de que o protocolo adotado pela CBF desde o retorno do futebol, em agosto, dará conta de suprimir os riscos de contaminação de sua delegação.

— Acho que o deslocamento para Caxias do Sul tem o mesmo risco de outros que fizemos — afirmou Marcelo Paz: — Temos de respeitar os protocolos, os jogadores são todos testados, se entende que a aeronave é um ambiente mais seguro, por haver a troca do ar de dois em dois minutos. O problema não é maior ou menor do que antes e convivemos com essa situação.

Estudos afirmam que a variante brasileira, responsável pelo atual agravamento da pandemia no Brasil, seria mais agressiva e mais transmissível do que a original, identificada pela primeira vez na China. Por enquanto, o protocolo da CBF para lidar com a doença segue sem alterações em relação ao original, com testagem em massa de jogadores e membros de comissão técnica, além da obrigatoriedade do uso de máscara e álcool em gel. Em artigo publicado no GLOBO na edição do último domingo, o presidente Rogério Caboclo defendeu as medidas tomadas pela entidade e enfatizou a importância econômica de o futebol se manter ativo na pandemia em 2020.

Um dos principais apelos da Copa do Brasil é justamente o financeiro: a competição é a que mais paga em premiação no país, à frente do Campeonato Brasileiro. O Palmeiras, campeão da última edição, levou para casa R$ 67 milhões ao todo. Este ano, quem ficar com o troféu pode arrecadar até R$ 73 milhões. Os 40 times que passarem para a segunda fase levarão até R$ 1,3 milhão.

Isso talvez ajude a explicar porque a opinião de Lisca parece ser minoria. O Ypiranga, de Erechim, no Rio Grande do Sul, fará uma viagem de 4 mil quilômetros para enfrentar o Penarol, que está no olho do furacão da Covid-19 no país — o time está sediado em Manaus, capital do Amazonas, estado com a maior taxa de mortes por 100 mil habitantes do país e onde já foi encontrada a nova variante da Covid-19.

Renan Mobarak, diretor executivo de futebol do Ypiranga, confia nos cuidados que o clube gaúcho tomará para a viagem ser segura.

— Não me preocupo mais pela partida ser em Manaus, mas isso não quer dizer que não estaremos atentos. Serei ainda mais rigoroso com as medidas — afirmou: — Pedi para voltarmos no primeiro voo depois do jogo e solicitei exclusividade no andar do hotel e no refeitório. Quando voltarmos, todos farão testes em Porto Alegre e só depois disso voltaremos para Erechim.