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Em live, especialistas reforçam a importância do autocuidado contra o câncer de mama

·4 min de leitura

SÃO PAULO — A importância do autocuidado, seja como forma preventiva ou ao longo do tratamento do câncer de mama, foi tema de um debate realizado pelo jornal O Globo anteontem. O encontro faz parte de uma série de três lives sobre a doença, em setembro, outubro e novembro, todas com patrocínio da Roche.

O evento teve como convidados a oncologista do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo Juliana Pimenta, o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Vilmar Marques, e a atriz e fundadora da Rede Felicidade, Bruna Lombardi. A mediação foi da jornalista do Globo Constança Tatsch.

De acordo com a oncologista, essa atenção começa com a adoção de um estilo de vida mais saudável que pode, sim, ter peso para o surgimento da doença:

— O autocuidado é muito importante, a começar pela mamografia, que teve um impacto muito grande em reduzir mortalidade pelo câncer de mama porque possibilita o diagnóstico precoce e quanto menor o tumor, maior a chance de cura. A mulher conhecer o próprio corpo também é muito importante. Se notar alteração na mama, procure o médico. Assim como tomar medidas pera melhorar a saúde como um todo, como manter o peso adequado, praticar atividade física e adotar uma alimentação saudável.

Bruna Lombardi, que participa ativamente da conscientização sobre o câncer de mama, fez uma reflexão sobre o momento em que a mulher descobre a doença.

— Falo muito do instante em que ela recebe o diagnóstico, que é um momento de solidão. Por mais que esteja cercada, é um momento dela com ela mesmo, e é importante que em vez de entrar na trajetória da doença, já transite no trajeto da cura, compreendendo que dentro dela está toda a força para evoluir para esse lugar. E que conte com toda a rede familiar, o apoio de amigos e parentes, que receba amor, porque o amor é a costura do grande tecido da vida — disse.

Um aspecto que merece atenção durante o tratamento é a questão estética, que se reflete no bem estar da paciente. Bruna concorda que encontrar essa beleza dá força às mulheres:

— É importante as pessoas se sentirem bem, não perderem a autoestima porque estão passando por isso. Tenho visto mulheres sem cabelo nos lugares com uma força, uma desenvoltura, que é muito melhor do que o medo ou a vontade de se esconder do mundo. É positivo associar essa nova mulher, que perdeu o cabelo e está linda, com a busca pela plenitude em seu processo de cura.

Segundo Vilmar Marques, mesmo no SUS há preocupação em oferecer lenços, perucas e sessões de maquiagem. Outro aspecto, ainda mais importante, é o direito que elas têm à reconstrução mamária, garantido por uma lei de 1998, mas que ainda não é totalmente colocada em prática. Em 2014, 29% das pacientes do SUS tinham a mama reconstruída, número que deve estar em torno de 50% atualmente, mas que deve chegar, pelo menos, a 70%.

— Temos mão de obra suficiente, mas precisamos de estrutura hospitalar. É importante estimular a mulher a solicitar a reconstrução. É direito da paciente e é dever do cirurgião, a gente tem que bater nessa tecla para mostrar para paciente os direitos que têm — afirma o mastologista.

Juliana Pimenta reforçou a necessidade de equiparar os tratamentos no SUS aos do sistema privado. Segundo ela, medicações que podem fazer a diferença não estão disponíveis no setor público.

— É importante ter o conhecimento e a gente brigar por melhorias porque há diferença muito grande entre o que consegue fazer no sistema público e privado, afetando a chance de cura e a qualidade de vida — afirma. A médica, no entanto, se mostra otimista: — Temos três subtipos de câncer de mama, atualmente todos têm tratamentos efetivos e está surgindo muita coisa nova para todos. Não é mais o fim do mundo.

Alerta

Apesar dos avanços, os médicos se mostram preocupados com o impacto da pandemia sobre o câncer de mama. Vilmar Marques contou que um levantamento da Sociedade Brasileira de Mastologia apontou a diminuição de 75% nos procedimentos cirúrgicos em 2020 e de 50% nos exames de mamografia.

— Obviamente isso impactou no diagnóstico e no tratamento. Um estudo mostra que esperávamos 66 mil novos casos de câncer de mama em 2020 e tivemos 22 mil casos, segundo o Datasus. Estamos com um represamento extremamente grande. Isso significa que as pacientes vão chegar com estágios mais avançados da doença, receberão tratamentos mais agressivos que serão mais caros, fora a dificuldade em receber todas essas pacientes para entregar o melhor tratamento possível. Por isso, não perca tempo de fazer a mamografia e, se sentiu algo, procure logo seu médico.

Por fim, os convidados pediram que as mulheres se cuidem, adotando uma vida saudável e realizando exames. Para quem já está em tratamento, a recomendação é buscar a qualidade de vida.

— Não tem que subtrair nada por causa do seu diagnóstico, pelo contrário, tem que acrescentar. Há muita vida depois do diagnóstico de câncer de mama — finaliza Marques.

O encontro está disponível no YouTube e pelo Facebook do Jornal O Globo e no Instagram da Celina. Em novembro será realizada a live “Câncer de mama e autocuidado: modo de fazer ".

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