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Em live de Natal, Bolsonaro diz que não aceitará conspiração para tirá-lo do cargo, e ataca Doria e CoronaVac

Marcelo Freire
·5 minuto de leitura
Bolsonaro criticou a ida de Doria a Miami e defendeu o ministro Kassio Nunes Marques, indicado por ele ao STF. (Foto: Reprodução/YouTube)
Bolsonaro criticou a ida de Doria a Miami e defendeu o ministro Kassio Nunes Marques, indicado por ele ao STF. (Foto: Reprodução/YouTube)

por Marcelo Freire

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) transmitiu normalmente sua live na noite desta quinta-feira (24), Véspera de Natal, atacando críticos, imprensa, opositores e dizendo que não aceitará nenhum "movimento conspiratório para me tirar sem motivo".

Ele também declarou que é de seu desejo que o "povo brasileiro se arme, porque a vagabundagem já está armada”. Por fim, o presidente também atacou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e ironizou o novo adiamento do anúncio da eficácia da CoronaVac, vacina contra Covid-19 encabeçada pelo governo paulista.

Em mais de uma hora de live nas redes sociais, Bolsonaro começou criticando a imprensa e depois atacou supostos apoiadores, ou ex-apoiadores, que o atacam nas redes sociais. Como fez na semana passada, ele defendeu Kassio Nunes Marques, ministro que ele o indicou ao STF (Supremo Tribunal Federal).

"Dizem que o Kassio acabou com a Ficha Limpa. Não é fácil ter parte desinformada. Não vou defendê-lo e nem acusá-lo, o que ele definiu é o início da contagem da inelegibilidade da lei", disse. "A pessoa fala que não vota mais no Bolsonaro. Lamento, não posso obrigar você a votar em mim. Você que está me atacando, apresenta o seu candidato [para 2022]. É um covarde", criticou.

Na sequência, Bolsonaro disse ter arranjado muitos "inimigos" por ter combatido a corrupção", citando sua gestão em estatais e a troca do comando na Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), que é federal.

"O pessoal não dá valor para isso. 'Ah, o Kassio! Ele acabou com a Lava Jato!' Ô imbecil, como vou acabar com a Lava Jato, idiota? O que eu falei é que para mim não teve Lava Jato, nenhum ministério meu foi investigado", disse.

Confira a live na íntegra:

Em seguida, Bolsonaro citou uma decisão de Kassio Nunes que beneficiou o ex-presidente Lula. "Dizem que ele votou para absolver o Lula. Foi embargo de declaração, não teve nada a ver com o mérito. E se tiver que votar para absolver o Lula no processo, que vote? Ou tudo de que se acusa uma pessoa é verdadeiro", questionou Bolsonaro que, na sequência, questionou o uso de delação premiada. "Tem cara que delata de acordo com a orientação", disse. "Quem nunca sofreu uma acusação injusta?"

Em meio a críticas ao governador de São Paulo e a seu ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), Bolsonaro passou a defender as ações do governo federal na pandemia e fez críticas à imprensa. Depois, falou que não lançaria o Brasil "numa aventura" e passou a defender o armamento da população.

"É isso que vocês querem? Um vale-tudo? Não vou. Agora, tudo tem limite. Eu não tenho sangue de barata. Sou um ser humano, lutei para chegar aqui e jamais vou aceitar se aparecer um movimento conspiratório para me tirar sem motivo ou querer escravizar nosso povo. Quem, mais do que eu, deu prova de que eu quero a liberdade de vocês? Por decreto, ajudamos muita gente a comprar armas e munições", falou Bolsonaro, defendendo as medidas do governo que visaram facilitar a posse e o porte de armas.

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"Você que critica: quanto tempo você não ouve falar de invasão do MST (Movimento dos Sem Terra)? Você acha que isso é do nada?", questionou. "Em parte, acabamos com grana de ONG. Tinha banco estatal que dava dinheiro pra ONG que financiava o MST. Arma de fogo também. Eu quero que o povo brasileiro se arme, porque a vagabundagem já está armada.”

Em seguida, ele desferiu um ataque em Doria. "Com o povo armado, acaba essa brincadeirinha de 'vai ficar todo mundo em casa e vou passear em Miami'. Pelo amor de Deus, 'calcinha apertada', isso não é coisa de homem. Vai fechar São Paulo e passear em Miami? Que negócio é esse? É coisa de quem tem calcinha apertada. O povo tem que ter arma porque arma é garantia de liberdade."

Bolsonaro questiona eficácia da CoronaVac

No começo da live, o presidente fez críticas à CoronaVac e questionou sua eficácia – ainda não divulgada oficialmente. "Parece que a eficácia da vacina de São Paulo está lá embaixo. Não vou divulgar percentual aqui, porque se eu errar 0,001%, eu vou apanhar da imprensa. Mas parece que a eficácia está lá embaixo, em relação à outra [vacina]."

Segundo o governo da Turquia, a CoronaVac teve 91,25% de eficácia nos testes da fase 3 que foram realizados no país. No Brasil, o Instituto Butantan, responsável pelos testes, e o governo do Estado de São Paulo adiaram o anúncio da eficácia do imunizante nessa fase.

Além de questionar a vacina, Bolsonaro disse que o governo federal não assinará um termo de responsabilidade por efeitos colaterais do imunizante. "Quem está com pressa que se responsabilize", disse.

O presidente, ao longo da live, fez novamente defesa de medicamentos como a hidroxicloroquina, que não tem eficiência comprovada no combate ao coronavírus, e fez críticas a medidas que visariam punir as pessoas que se recusassem a tomar o imunizante.

Romero Britto aparece em live

Já no final da live, o artista plástico Romero Britto se juntou ao presidente, utilizando um terno todo verde, e fez alguns elogios a Bolsonaro. "Obrigado pelo carinho e pelo que você está fazendo pelo Brasil", disse Britto.

Britto ficou basicamente ouvindo as declarações de Bolsonaro, que continuou fazendo ataques a alvos como Doria e a Rede Globo. Ele citou uma acusação de um delator contra a família Marinho.

"Estou aguardando a TV Globo fazer uma matéria de que a família Marinho desviou R$ 1 bilhão, segundo o [Rodrigo] Tecla Duran. Isso é Brasil", atacou. "Falta comprovação, falta. Mas para vocês, qualquer um que é acusado, vocês fazem um escarcéu."