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Em live com Bolsonaro, Salles diz que agricultura é "o grande defensor do meio ambiente"

Marcelo Freire
·5 minutos de leitura
Brazilian Environment Minister Ricardo Salles offers an interview to AFP at his office in Brasilia, on August 4, 2020. - Fending off accusations of using his post to dismantle protections of the Amazon rainforest, Brazil's environment minister promised to deliver results on slowing deforestation by the end of the year. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Brazilian Environment Minister Ricardo Salles offers an interview to AFP at his office in Brasilia, on August 4, 2020. - Fending off accusations of using his post to dismantle protections of the Amazon rainforest, Brazil's environment minister promised to deliver results on slowing deforestation by the end of the year. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • "A turma foi ganhar trofeuzinho internacional e deixou a população brasileira para trás" na Amazônia, acusa ministro, sem citar nomes

  • Bolsonaro afirma que tem candidatos em São Paulo, Santos e Manaus, mas não cita nomes

Por Marcelo Freire

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, participou da live desta quinta-feira (24) do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendendo as posições do governo em relação aos incêndios no Pantanal e na Amazônia e atacando os críticos.

Salles, que foi alvo de um pedido de afastamento do Ministério Público Federal do Distrito Federal – a Promotoria o a acusa de trazer danos às iniciativas de preservação do meio ambiente –, foi chamado por Bolsonaro para falar, a princípio, dos grandes focos de incêndio que atingem o Pantanal.

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Ele afirmou que "políticas equivocadas", como a proibição do fogo controlado, foram responsáveis pelas queimadas atuais. "É o chamado 'fogo frio'. É quando você, fora do período seco, coloca fogo de propósito, e de maneira controlada, para diminuir a quantidade de matéria orgânica - galhos, folhas. Se você não faz isso, o material vai acumulando, secando, e quando pega fogo como pegou agora, é difícil controlar", argumentou.

O ministro afirmou que o pecuarista é um colaborador nesse processo, porque o gado come o capim e ajuda a diminuir essa quantidade de material orgânico. "Mas vem havendo, no Mato Grosso, uma perseguição muito grande contra os pecuaristas. Resultado: diminui o gado e aumenta a quantidade de capim e mato. Quando pega fogo, pega fogo num volume gigantesco", alegou Salles.

Ao falar sobre a Amazônia, Bolsonaro voltou a afirmar que o Brasil é "quem mais preserva suas florestas no mundo", comparando a situação do país com a Europa. Na sequência, Salles fez uma defesa dos agricultores e disse que o "problema ambiental está nas cidades".

"Aqui no Brasil tem reserva legal, tem muita coisa que o Código Florestal protege e o agricultor, em geral, segue. Tem problemas pontuais, mas a agricultura, em geral, é o grande defensor do meio ambiente. O problema ambiental está nas cidades. É urbano, é falta de saneamento", disse o ministro, que elogiou Bolsonaro pela sanção do Marco Legal do Saneamento Básico, em julho.

Na sequência, Salles, sem citar nomes, ironizou e atacou ex-ministros do Meio Ambiente que, na visão dele, são responsáveis pelo baixo índice de desenvolvimento humano na Amazônia.

"Muitos que me antecederam receberam prêmios internacionais, viajaram pelo mundo reconhecidos como sendo grandes ambientalistas, mas deixaram 23 milhões de brasileiros para trás na Amazônia, região mais rica do Brasil e com pior índice de desenvolvimento humano. Pior saneamento, pior educação, pior saúde, pior moradia, pior tudo. Ou seja: a turma foi ganhar trofeuzinho internacional e deixou a população brasileira para trás", atacou.

O discurso de Salles foi endossado por Bolsonaro, que criticou os países estrangeiros e os acusou de cobiçar as riquezas da Amazônia – outra acusação comum do presidente desde o ano passado, quando começou a receber críticas de líderes internacionais por sua política de preservação ambiental.

O ministro do Meio Ambiente fez outras provocações na live: disse que "qualquer ator de cinema internacional e outros engraçadinhos que ficam falando coisa da Amazônia" deveriam contribuir com dinheiro no programa Adote um Parque, da sua pasta, e afirmou que quem critica o ministério faz isso por interesse.

"O pessoal vai lá fora reclamar porque nós fechamos um monte de boquinhas aqui dentro. Um monte de entidades, organizações, um monte de acadêmico que fazia estudo que não acabava nunca e ficava tomando dinheiro do governo. Nós fechamos essa torneira e a turma está gritando lá fora", acusou.

Bolsonaro diz que tem candidato em São Paulo, mas não cita nome

Além de debater com Salles as questões da pasta do Meio Ambiente, o presidente afirmou durante a live que já tem candidatos em algumas eleições municipais, citando São Paulo, Santos e Manaus.

Durante a transmissão, ele afirmou que não citaria os nomes pelo "compromisso de não entrar nas eleições municipais".

"Mas a gente pode mudar de ideia. Porque se chegar a um ponto e eu achar que eu posso influenciar nessas três cidades, vou me manifestar, porque acho que esse candidato nosso tem tudo para fazer um bom mandato e fazer o bem em São Paulo, Santos ou Manaus", afirmou o presidente.

Apesar de não citar os nomes, Bolsonaro deu pistas ao falar sobre Santos ("é uma pessoa que é conhecida por todo mundo e espero que ele cresça nas pesquisas") e Manaus ("temos um excelente candidato lá").

Na capital paulista, o presidente apoia tacitamente o deputado federal Celso Russomanno (Republicanos), ligado à Igreja Universal do Reino de Deus e aliado do governo, que costuma elogiar publicamente.

Em Santos, o candidato seria o desembargador Ivan Sartori (PSD), ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, segundo o Diário do Litoral.

Já na capital amazonense, Bolsonaro apareceu em um vídeo citando a eleitores o nome do pré-candidato Alfredo Menezes (Patriota), que é coronel de reserva do Exército.