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Em live, Bolsonaro diz que Globo e autoridades podem ser responsáveis por mortes

Marcelo Freire
·4 minuto de leitura
Bolsonaro atacou Globo e defendeu novamente o uso de medicamentos sem eficiência comprovada contra Covid-19. (Foto: Reprodução/Facebook)
Bolsonaro atacou Globo e defendeu novamente o uso de medicamentos sem eficiência comprovada contra Covid-19. (Foto: Reprodução/Facebook)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) demonstrou, em sua live semanal nesta quinta-feira (28), que não mudou de opinião no que diz respeito às políticas de isolamento social contenção da Covid-19, mesmo com o crescimento de casos e mortes no país nas últimas semanas – já são mais de 221 mil mortos desde o início da pandemia, e o Brasil atualmente registra uma média móvel de mais de 1.000 mortos por dia, índice mais alto desde agosto.

Além de atacar autoridades de São Paulo e Belo Horizonte, governados por rivais do presidente, que endureceram as medidas restritivas em virtude do aumento de casos, Bolsonaro ainda culpou políticos e a Rede Globo pelas mortes na pandemia. Nesse contexto, defendeu novamente o uso de medicamentos sem eficiência comprovada, como a hidroxicloroquina, para o que ele chama de 'tratamento precoce' para a covid-19.

Primeiro, o presidente disse que a política de isolamento social "não está dando certo e só serve para destruir os empregos", citando São Paulo e Belo Horizonte e o fechamento de bares e restaurantes nos finais de semana, no caso do estado paulista.

"Não leva a lugar nenhum. Vocês vão me criticar, problema de vocês, mas eu observo, e não podemos continuar destruindo empregos. E essas pessoas estão destruindo empregos."

Ele também disse, sem apresentar dados, que as "políticas de lockdown são responsáveis até pelo aumento de casos". "A maioria dos casos de infecções acontece dentro de casa", disse Bolsonaro.

Ele citou uma nota em que o Conselho Federal de Medicina "incentiva a independência do médico para receitar medicamentos fora da bula" e começou a sua defesa sobre a hidroxicloroquina, ivermectina e outros itens do 'tratamento precoce'.

"As informações que nós temos é que, mais cedo ou mais tarde, vai ser comprovado que a hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina, vitamina C e vitamina D realmente não deixam aumentar a carga viral e cura da covid-19 [sic]", disse o presidente, que não esclareceu de onde partiram essas informações.

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Em seguida, ele indicou que a Globo, a qual chama de "rede funerária" e outras autoridades podem ser considerados responsáveis por 140 mil pessoas que "poderiam ter sido tratadas" pelo tratamento indicado pelo presidente.

"Se comprovar, todo esse pessoal, inclusive a rede funerária, que trabalhou contra a hidroxicloroquina... Imagine comprovando. Temos hoje em dia pouco mais de 200 mil mortos, e sabendo que 140 mil pessoas poderiam ter sido tratadas e não serem levadas a óbito, por questões políticas da rede funerária e também por parte de algumas autoridades do Brasil", afirmou.

Na sequência, ele citou o aumento de 132% do número de mortes por doenças cardiovasculares na pandemia e voltou a citar a Globo.

"Aquele pessoal que não vai para o hospital porque foi envenenado pela rede funerária... fica com medo e fica em casa, e quando ele vai, já é tarde demais. O coração se bobear, já era", disse.

Bolsonaro ainda falou que o Brasil terá que conviver com a covid. "Lamento as mortes, mas temos que conviver com esse problema. Não podemos destruir empregos. Quando destruímos empregos, isso leva a depressão, suicídio."

Ele afirmou também que, no início da pandemia, não quis se mostrar "com pânico, com medo". "Tanto é que fui para o meio do povo. A vida é minha, eu cuido da minha vida. Falam de mal exemplo... se fosse seguir exemplo de presidente, seria um cachaceiro hoje em dia. E teria outros defeitos", atacou.

Impeachment

Na live, Bolsonaro citou rapidamente os pedidos de impeachment que estão parados para serem analisados pelo presidente da Câmara dos Deputados e falou sobre uma reportagem que apontou o apoio de líderes religiosos ao impedimento do presidente. "Quem lê, pensa que são líderes evangélicos", reclamou Bolsonaro, afirmando que as pessoas citadas no material são "todos de grupo religiosos de esquerda".

Ele disse que "se pegar os pedidos de impeachment na Câmara e espremer, não dá nada". "São acusações da esquerda. 'Fascista', 'quer dar golpe', 'não trata a contento a questão do pandemia. Parece que só tem gente morrendo no Brasil", afirmou Bolsonaro, dizendo que o país é o 25º do mundo em número de mortos por milhão de habitantes no mundo.

"Vão pedir impeachment baseado no quê? Fico pensando... em algum ato de corrupção nosso? Pode acontecer de ter um caso, mas a gente vai para cima. Tomamos medidas preventivas [contra a corrupção]", disse.