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Em justificativa para alta de juros, BC diz que piora da economia não será tão profunda

LARISSA GARCIA
·3 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Para justificar a alta de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), acima das expectativas do mercado, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central afirmou que a possível piora da economia com o agravamento recente da pandemia de Covid-19 seria "bem menos profunda" do que no ano passado, quando o vírus chegou ao país. Além disso, a autoridade monetária avaliou, na ata da reunião divulgada nesta terça-feira (23), que a queda seria seguida de recuperação rápida. "O Comitê avaliou que uma possível reversão econômica devido ao agravamento da pandemia seria bem menos profunda do que a observada no ano passado, e provavelmente seria seguida por outra recuperação rápida", traz o texto. Na última quarta-feira (17), o BC surpreendeu o mercado ao elevar a Selic a 2,75% ao ano, primeira alta em quase seis anos. Antes da reunião, a maior parte dos economistas apostavam em 0,5 ponto percentual. O Copom indicou ainda que na próxima reunião, em maio, elevará a taxa básica novamente em 0,75 ponto. Desde agosto, os juros estavam no menor patamar da história, a 2% ao ano, como resposta à crise gerada pela chegada do vírus ao país. Alguns economistas criticaram a decisão porque o Copom não teria levado em consideração o aumento no número de casos e mortes por Covid-19 e os efeitos disso na economia. A elevação dos juros, apesar de ter o objetivo de controlar a inflação, pode ter efeitos negativos na atividade. Para o Comitê, com o avanço da vacinação, o segundo semestre do ano pode mostrar uma retomada robusta da atividade. O BC considerou também que, "a despeito da redução parcial dos programas governamentais de recomposição de renda, a retomada econômica surpreendeu positivamente" e que o ritmo de crescimento econômico ter seguido até fevereiro, quando começaram novas medidas de restrição para conter a transmissão do vírus. A autoridade monetária, contudo, reconheceu que os últimos dados disponíveis ainda não contemplam os possíveis efeitos do recente e agudo aumento no número de casos de Covid-19, e que "assim há bastante incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia no primeiro e segundo trimestres deste ano". O documento também usou como justificativa para a alta de juros a escalada de preços e as expectativas do mercado para o indicador em 2021 e 2022. O texto da decisão, no entanto, manteve a avaliação de que o choque na inflação é temporário, mas reconhece que foi mais persistente que o esperado. "Além do ritmo forte de crescimento dos últimos meses, com consequente redução da ociosidade econômica, houve uma reversão das expectativas de inflação, que passaram a se situar na parte superior do intervalo de tolerância da meta para o ano de 2021 e ao redor da meta para o ano de 2022, os dois anos-calendário do horizonte relevante de política monetária", diz a ata. Na visão do BC, o preço das commodities, com a alta do dólar, impactou a inflação especialmente dos combustíveis. O texto pondera ainda que a demora na normalização das cadeias produtivas pressionaram custos de produção e geraram inflação em setores específicos, o que sugere que "há também um choque positivo de demanda [maior consumo] atuando". Os membros do Copom justificaram que as pressões inflacionárias deste ano podem contaminar 2022. "O Comitê apontou que, apesar do diagnóstico de que os choques atuais são temporários, o modelo de metas prevalente no país considera a inflação cheia no ano-calendário. Todos esses fatores contribuíram para uma postura mais assertiva na condução da política monetária", diz o documento. Sobre a próxima reunião, o BC indicou que fará nova elevação na mesma magnitude, mas ressaltou que a decisão "pode ser alterada caso haja uma mudança significativa nas projeções de inflação ou balanço de riscos, já que em última instância a decisão continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, e das projeções e expectativas de inflação".