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Em ‘guerra’ contra a Apple, Facebook e Instagram podem se tornar serviços pagos; entenda

Igor Shimabukuro
·2 minuto de leitura
Em ‘guerra’ contra a Apple, Facebook e Instagram podem se tornar serviços pagos; entenda
Em ‘guerra’ contra a Apple, Facebook e Instagram podem se tornar serviços pagos; entenda

Com a chegada do iOS 14.5 nos iPhones na última segunda-feira (26), aplicativos como Facebook e Instagram foram forçados a pedir permissão aos usuários para rastrear atividades em outros sites e apps. Mas para evitar que os indivíduos recusem a coleta de dados dos aplicativos, as redes sociais de Mark Zuckerberg ameaçaram tornarem seus serviços pagos.

Nas mensagens com os novos termos de uso de Facebook e Instagram, os apps reforçam que as atividades coletadas em outros sites e aplicativos ajudam a manter os serviços “livres de cobrança”.

Desde que foi criado em 2004, o Facebook sempre destacou-se por ser uma rede social capaz de conectar pessoas de todo o mundo de forma gratuita — estratégia que foi seguida no Instagram, comprado pelo Facebook em 2012.

O problema é que o slogan em sua página inicial “É grátis e sempre será” foi retirado em 2019, o que causou um certo temor para os usuários na época. Agora, a nova ameaça de Facebook e Instagram é motivo mais do que o suficiente para levantar a hipótese de que ambas as redes sociais possam se tornar pagas caso haja um grande número de recusas para permitir as coletas de dados.

Ilustração de logos do Facebook e Instagram
Embate com a Apple pode tornar Facebook e Instagram pagos. Foto: AlexandraPopova/Shutterstock

Os comunicados dos apps informam ainda que a coleta de dados é importante para exibir anúncios personalizados e para permitir que negócios cheguem aos clientes.

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Guerra contra a Apple

A intimidação feita por Facebook e Instagram aos seus usuários para aceitarem o rastreamento de suas atividades confirma a desaprovação de Mark Zuckerberg acerca das novas políticas de privacidade adotadas pela Apple.

Isso porque o App Tracking Transparency, disponibilizado no iOS 14.5, exige que os apps peçam permissão para coletar os dados do usuários, o que pode limitar a prática. Consequentemente, a ferramenta vai afetar o disparo de anúncios personalizados, que corresponde a 97% dos valores obtidos anualmente pelo Facebook.

Em janeiro, Mark Zuckerberg afirmou que a medida da Apple claramente visa “seus interesses competitivos”, além de prejudicar negócios de empresas menores no Facebook e no Instagram.

O CEO do Facebook afirmou ainda que o App Tracking Transparency poderá encarecer a internet, já que diversos apps gratuitos, dependentes da publicidade, poderão se tornar pagos pela diminuição das receitas.

Por ora, Facebook e Instagram devem manter seus serviços gratuitos. Mas apenas as consequências da nova ferramenta da Apple — bem como os novos episódios do embate entre as gigantes — poderão ditar o rumo das redes sociais de Zuckerberg.

Fonte: Estadão