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Em favelas do Rio, mais da metade da população não conseguiu fazer isolamento social

·2 minuto de leitura

Lançada ontem, a pesquisa “Coronavírus nas favelas: a desigualdade e o racismo sem máscaras”, realizada pelos membros do coletivo Movimentos, com apoio do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), revelou que 54% dos moradores de favelas do Rio perderam seus empregos na pandemia. Além dos desafios financeiros, essa população enfrentou dificuldades de manter medidas de higiene e distanciamento social, tão requisitadas para evitar a Covid-19. Isso ocorreu devido às condições de moradia, à carência ou à escassez de serviços públicos e à necessidade de ir às ruas, seja para trabalhos formais ou informais.

O estudo, feito com moradores dos complexos do Alemão e da Maré, na Zona Norte, e da Cidade de Deus, na Zona Oeste, mostra que 54% deles não conseguiram fazer isolamento social, e 55% justificaram com a necessidade de sair para trabalhar.

O historiador Aristênio Gomes, coordenador do Movimentos, explica que, mesmo aqueles que não trabalhavam com carteira assinada precisavam sair às ruas para garantir o sustento:

— Muitas não conseguiram (o auxílio emergencial, do governo federal), seja por ter sido negado ou por não saberem fazer a inscrição através do celular. Muitas pessoas nem sequer tinham aparelho celular para fazer inscrição no benefício. Além de o valor ser insuficiente para manter uma família com alimentação e aluguel, por exemplo. Foi uma realidade trágica.

Os dados mostraram que 62% dos entrevistados solicitaram o auxílio, mas só 52% receberam o benefício. Além disso, 50% solicitaram doações e, desses, 56% receberam ajuda.

Em relação à exposição ao vírus, o levantamento aponta que a média de pessoas por cômodo das casas das favelas foi de três moradores, o que também dificultou o isolamento social. Apesar da grande exposição ao risco, o acesso aos serviços de saúde não teve a mesma proporção.

Das pessoas que disseram ter apresentado sintomas da Covid em algum momento, menos da metade (45%) conseguiu fazer um teste. Do total de entrevistados que precisaram de atenção médica, 37% não conseguiram atendimento em equipamento público de saúde e 14% recorreram à rede particular.

— Na pandemia, as favelas acabaram vítimas, principalmente, por não possuírem os recursos necessários que o restante da cidade talvez estivesse acessando, como produtos de higiene, máscaras. Para 63%, houve falta d’água em algum momento, e lavar as mãos é um dos protocolos de prevenção. A água é um direito básico — observou Gomes.

O estudo foi realizado em setembro e outubro do ano passado, mas, para o historiador, a situação pode se agravar:

— Em 2021, a situação tende a se agravar ainda mais, uma vez que não houve ações que amenizassem isso. O número de doações caiu muito e esses recursos não estão chegando como chegavam. Quem sofre com tudo isso é a população mais pobre, majoritariamente negra.

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