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Em entrevista, Trump admite que há “algum” racismo sistêmico nos EUA

Dow Jones Newswires

“Gostaria de pensar que não, mas, infelizmente, provavelmente há algum”, disse o presidente O presidente americano, Donald Trump, admitiu nesta quinta-feira que há "algum" racismo sistêmico nos Estados Unidos. Em uma entrevista ao jornal "The Wall Street Journal", ele disse que está empenhado em combater o racismo no país e tomou crédito pela popularização do "Juneteenth", a comemoração do fim da escravidão, em 1865, no dia 19 de junho.

Na entrevista, concedida na quarta-feira, no Salão Oval da Casa Branca, Trump defendeu a maneira como lidou com as crises que afetam os EUA no ano em que tentará a reeleição: a pandemia de covid-19 e a onda de protestos após a morte de George Floyd, homem negro assassinado por um policial branco em Minneapolis.

Imagem Valor Econômico

Sobre o segundo tema, afirmou que remover nomes de líderes confederados de bases militares americanas dividiu ainda mais o país e que seu plano para curar as feridas raciais nos EUA, expostas pela morte de Floyd e outros casos de brutalidade policial, é construir uma economia forte.

Trump ainda expressou um cauteloso otimismo ao afirmar que o racismo existente nos sistemas econômico e criminal dos EUA está melhorando. "Gostaria de pensar que não há" racismo sistêmico nos EUA, disse, "mas, infelizmente, provavelmente há algum. Também diria que é significativamente menor do antes".

Covid-19

O presidente também afirmou que o país está se aproximando do fim da pandemia de covid-19 e mais uma vez acusou a China de ter provocado a disseminação internacional do novo coronavírus como forma de desestabilizar economias concorrentes.

"Há uma chance de que isso foi intencional", disse. Trump e alguns críticos internacionais disseram que se a China deveria ter se movimentado mais rápido para conter o vírus em dezembro e janeiro. A China defendeu a sua resposta e negou ter omitido a disseminação da doença.

Trump ainda disse que os casos para a covid-19 estão superestimados e admitiu a possibilidade de que alguns americanos estão usando máscaras não como uma medida de prevenção, mas como um sinal de desaprovação contra ele.

Segundo o presidente, o principal problema com as máscaras é que muitas pessoas as ajustam no rosto, aumentando a probabilidade de se contaminarem. O uso é uma orientação do próprio governo americano, que afirma que as máscaras de pano ajudam a diminuir o ritmo de contágio da covid-19.

"Eles colocam o dedo na máscara, tiram e então começam a tocar os olhos, o nariz e a boca. E então eles não sabem como pegaram [a doença]", disse Trump.