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Em debate, presidenciáveis atacam Bolsonaro, apontam retrocessos e indicam prioridades durante e pós pandemia

CAROLINA LINHARES
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Reunidos em debate virtual organizado por alunos brasileiros de Harvard e MIT na noite deste sábado (17), presidenciáveis concordaram em relação a prioridades para o país e criticaram o presidente Jair Bolsonaro. O evento teve a participação de Ciro Gomes (PDT), Eduardo Leite (PSDB), Fernando Haddad (PT), João Doria (PSDB) e Luciano Huck (sem partido). As críticas ao presidente foram feitas por Ciro, Haddad e Doria --os três se referiram a Bolsonaro como genocida. Em geral, o encontro teve mais convergências que divergências, já que todos elencaram temas como educação, tecnologia, emprego e desenvolvimento econômico como prioridades para resgatar o país da crise atual. Com exceção do petista, os demais nomes já se aproximaram politicamente por meio de um manifesto em defesa da democracia assinado no mês passado. Representando um campo que classificam como centro, os presidenciáveis, porém, têm o desafio de construírem chapas convergentes. Já o PT tem como prioridade nas urnas em 2022 o ex-presidente Lula, mas Haddad é o nome que pode substituí-lo caso o petista volte a perder seus direitos políticos em novas condenações até lá --algo considerado improvável. O cientista político Hussein Kalout, que mediou a palestra do tradicional evento Brazil Conference, destacou o que chamou de "denominadores comuns" entre os palestrantes: espírito democrático, respeito ao governo das leis, respeito às instituições, valorização da ciência e da educação e amor ao país. A jornalista Eliane Catanhêde também mediou o encontro. Ao definir o que é prioridade para o futuro do país, Ciro afirmou que é preciso um projeto nacional de desenvolvimento, com metas e novas instituições, para que o Brasil volte a crescer. Segundo o ex-ministro, o país não cresceu entre 2010 e 2020, período em que foi governado por Dima (PT), Temer (MDB) e Bolsonaro. Ciro não poupou críticas a Bolsonaro, a quem chamou de "fascista" e "genocida boçal". Leite, por sua vez, bateu nas teclas de educação, emprego e meio ambiente como agenda prioritária. Em sua primeira fala, fez crítica apenas indireta a Bolsonaro, ao afirmar que respeita às forças de oposição por haver "uma parcela da população representada" nelas. De acordo com o governador do Rio Grande do Sul, o país "vai ter que mostrar comprometimento com o equilíbrio fiscal". Ele defendeu reformas, privatizações e redução da folha de pagamento para melhorar o ambiente de negócios no país. Haddad, ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação, exaltou as gestões petistas e o governo Lula, além de criticar Bolsonaro. "Não deveríamos esperar 2023 para enfrentar, no Congresso Nacional, um governo que representa o governo do desmonte", disse. O petista disse ainda que o presidente tem as universidades como inimigas e apontou que há um retrocesso institucional em curso, com aparelhamento por Bolsonaro da Polícia Federal, do Ministério Público e do Poder Judiciário. Governador de São Paulo, Doria elencou a vacina como prioridade para o país. O assunto é confortável para ele, que foi o responsável por viabilizar a vacinação no Brasil e pressionar o governo Bolsonaro nesse sentido. "O governo Bolsonaro errou gravemente ao não fazer a compra de várias vacinas desde agosto do ano passado. Negou a vacina, negou a pandemia e o direito à vida de milhares de brasileiros", disse o tucano. Doria também apontou que Bolsonaro desrespeita o meio ambiente, os direitos humanos, o jornalismo e a democracia. O último a falar na primeira rodada, Huck foi o que fez uma fala mais provocativa aos demais. O apresentador de TV, cotado para ser candidato em 2022, ressaltou que não é político e que não é movido a projeto pessoal, mas quer contribuir na construção de um projeto futuro. Huck ressaltou que os políticos terão que fazer concessões e se unir para tirar o país da crise. "Vamos ter que fazer concessões, iluminar o que nos conecta e não o que nos afasta. [...] Vamos ter que deixar de lado nossas vaidades e exercitar nossas humildades", disse. Huck completou ainda que os políticos não devem discutir "os centímetros a mais" que um ou outro governo fez nos últimos anos.