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Em Davos, Guedes diz que Brasil aceitará empresas estrangeiras em obras públicas

Foto: REUTERS/Amanda Perobelli
Foto: REUTERS/Amanda Perobelli

Representando o Brasil no Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça, a partir desta terça-feira (21), o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que o Brasil passará a aceitar empresas estrangeiras em licitações de obras públicas.

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Segundo Guedes, a iniciativa servirá como um “ataque frontal à corrupção”. “O principal tema na campanha eleitoral do presidente Bolsonaro foi acabar com a corrupção, e nós sabemos que muito da corrupção foi permitida por coisas de governo, como empreiteiras e obras governamentais”, disse o ministro.

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Para isso, o Brasil pedirá formalmente sua adesão ao Acordo de Compras Governamentais, conhecido pela sigla em inglês GPA (Government Procurement Agreement), e que dá tratamento isonômico a empresas nacionais e estrangeiras em aquisições do setor público.

Indagado se a adesão não mina a promoção de políticas industriais, com margens de preferência a empresas brasileiras nas compras governamentais, o ministro respondeu que o Brasil não pode ser “uma fábrica de bilionários à custa da exploração dos consumidores”.

“Você tem que saber o que quer. Quer ter as melhores práticas, receber os maiores fluxos de investimentos e se integrar às cadeias globais de negócios? Ou queremos continuar sendo 200 milhões de trouxas servindo a seis empreiteiras e seis bancos?”, questionou.

Agenda

Guedes começa os trabalhos no Fórum Econômico nesta terça reunindo-se com o professor Klaus Schwab, criador do evento. Em seguida, participa do painel “Formando o Futuro da Manufatura Avançada”, que discutirá os avanços tecnológicos na indústria.

Ainda de manhã, Guedes se reunirá com o presidente do Grupo UBS (conglomerado financeiro da Suíça), Axel Weber, e com o presidente e diretor jurídico da Microsoft, Brad Smith. O ministro participará de um almoço privado com representantes do banco Itaú–Unibanco, onde fará uma apresentação.

À tarde, Guedes participa do painel Perspectivas Estratégicas: América Latina. Ele se reúne, em seguida, com os ministros das Finanças da Suíça, Ueli Maurer, e de Assuntos Econômicos e Educação, Guy Parmelin. De lá, o ministro encontra-se com Mark Machin, presidente e CEO do fundo de pensão Canadian Pension Investment Board.

O ministro encerra a tarde com mais três encontros com representantes de multinacionais. Ele conversará com o presidente da administradora de sistemas de pagamento Visa, Ryan McInerney; com o CEO global da siderúrgica indiana Arcelor Mittal, Lakshmi Mittal; e com o presidente e CEO da montadora Chevron, Mike Wirth. O segundo dia do ministro em Davos acaba com um jantar oferecido pelo professor Klaus Schwab.

Ainda não está definido se, após o fim do evento, Guedes seguirá da Suíça para a Índia, para acompanhar a comitiva do presidente Jair Bolsonaro, que viajará ao país asiático neste fim de semana. Caso o ministro emende as duas viagens, o retorno a Brasília só está previsto para o dia 28.

Com O Globo e Agência Brasil

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