Mercado fechará em 3 h 23 min
  • BOVESPA

    113.364,59
    +2.180,64 (+1,96%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    46.619,98
    +242,51 (+0,52%)
     
  • PETROLEO CRU

    64,01
    +2,73 (+4,45%)
     
  • OURO

    1.715,60
    -0,20 (-0,01%)
     
  • BTC-USD

    49.871,05
    -925,71 (-1,82%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.000,09
    +12,88 (+1,30%)
     
  • S&P500

    3.832,17
    +12,45 (+0,33%)
     
  • DOW JONES

    31.393,48
    +123,39 (+0,39%)
     
  • FTSE

    6.650,96
    -24,51 (-0,37%)
     
  • HANG SENG

    29.236,79
    -643,63 (-2,15%)
     
  • NIKKEI

    28.930,11
    -628,99 (-2,13%)
     
  • NASDAQ

    12.724,75
    +43,00 (+0,34%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6969
    -0,0818 (-1,21%)
     

Em busca da dose ideal contra a covid-19

Paul RICARD
·3 minuto de leitura
Pessoa é vacinada contra a covid em Belgrado

Qual é a melhor forma de administrar uma vacina: uma ou duas doses? Com que intervalo? A ciência busca respostas enquanto a campanha de imunização contra a covid-19 avança no mundo.

- Como espaçar as doses?

Todas as vacinas autorizadas até o momento são administradas em duas doses.

As vacinas da Pfizer/BioNTech e da Moderna, ambas com tecnologia de RNA mensageiro, foram testadas em ensaios clínicos com intervalo respectivo de 3 e 4 semanas.

Alguns países, como Dinamarca e Reino Unido, as espaçam em 6 e 12 semanas, respectivamente. Enquanto esperam doses suficientes para toda a população, as autoridades preferem vacinar nesta primeira etapa 10 pessoas com meia vacina do que 5 com uma completa.

Mas esse raciocínio provoca divisão. A FDA e a EMA, agências de medicamentos dos Estados Unidos e da Europa, desaconselham o prolongamento dos intervalos, pois não foram testados durante ensaios clínicos.

No caso da vacina de "vetor viral" da AstraZeneca, a EMA autoriza um período de 4 a 12 semanas entre as duas doses, já que isso foi testado durante os ensaios clínicos.

Os dados disponíveis mostram que "a eficácia aumenta muito significativamente após 9 semanas", ressaltou na terça-feira Daniel Floret, da Autoridade de Saúde Francesa (HAS).

Um estudo publicado na terça pela AstraZeneca e sua parceira, a Universidade de Oxford, mostra que a eficácia atinge seu ponto máximo (82%) quando as 12 semanas são atingidas.

"Não temos dados sobre vacinas de RNA, mas é possível obter uma melhor eficácia com o mesmo período de 12 semanas", assegura à AFP o Dr. Jean-Daniel Lelièvre, especialista do HAS.

- Coquetel?

Enquanto a vacina da AstraZeneca usa um único vírus - um adenovírus de chimpanzé - para combater o SARS-CoV-2, a russa Sputnik V, também baseada em vetor viral, usa dois adenovírus humanos para cada dose.

A primeira tem eficácia de 60%, segundo a EMA, e a segunda, de quase 92%.

De acordo com os pesquisadores russos que desenvolveram a Sputnik V, a diferença na composição entre as doses poderia explicar "uma resposta imunológica mais poderosa", escreveram esta semana na revista médica The Lancet.

Por outro lado, seria possível ir além e administrar uma vacina diferente da primeira na segunda dose? A Universidade de Oxford anunciou na quinta-feira o lançamento de um estudo sobre o assunto, com 820 voluntários com mais de 50 anos.

Um grupo receberá uma primeira dose da vacina Pfizer/BioNTech e uma segunda com a da AstraZeneca. A ordem para outro grupo será invertida.

Os resultados serão comparados com ensaios com voluntários que receberam duas doses da mesma vacina. E o espaçamento entre as doses, de 4 e 12 semanas, também será avaliado.

"Se mostrarmos que essas vacinas podem ser trocadas, isso aumentará consideravelmente a flexibilidade de sua distribuição", ressaltou em nota um dos responsáveis pelo ensaio, o professor Matthew Snape.

"Já houve casos de vacinas que funcionam melhor se uma diferente for usada para a segunda dose", explica em seu blog o especialista inglês Peter English, que cita "hepatite B para pessoas que não respondem bem à vacinação padrão" e algumas vacinas em desenvolvimento contra a tuberculose.

- Dose única?

Dois estudos americanos publicados esta semana e ainda a serem avaliados por outros cientistas sugerem que, para pessoas que já foram imunizadas naturalmente contra a covid-19, uma única dose pode ser suficiente.

"Entre os indivíduos com imunidade pré-existente, a resposta de anticorpos à primeira dose é equivalente e até maior do que a detectada após a segunda dose entre aqueles que não foram infectados anteriormente", escreve uma das duas equipes da Escola de Medicina Icahn de Nova York.

Por fim, a vacina em desenvolvimento pela Johnson e Johnson poderia facilitar a aprovação, já que requer apenas uma injeção.

Os pesquisadores russos que desenvolveram a Sputnik V também indicaram na The Lancet que estavam "examinando um regime de administração de dose única".

pr/app/bl/mr