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Em 2020, Exército fiscalizou só 2,3% do armamento privado do Brasil

·2 min de leitura

SÃO PAULO - No último ano, o Exército fiscalizou só 2,3% dos arsenais privados do país. Os militares visitaram apenas 7.234 dos 311.908 locais que deveriam ser inspecionados, entre casas de caçadores, atiradores e colecionadores, os chamados CACs, além de lojas e clubes de tiro.

Os dados são do segundo boletim "Descontrole no Alvo", do Instituto Igarapé, lançado nesta segunda-feira (25). De acordo com o relatório, "o governo federal está favorecendo o armamento de grupos específicos em detrimento da segurança da população em geral”. As informações foram levantadas por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Para Michele dos Ramos, assessora especial do Igarapé, a baixa fiscalização dos arsenais privados pelo Exército é ainda mais preocupante quando considerados os inúmeros casos já documentados de desvios de armas legais para a criminalidade e a facilitação do acesso a grandes quantidades de armas e munições no país promovida pelo governo federal desde 2019.

- No país em que cerca de 70% dos homicídios são por arma de fogo e em que grupos pró-armas adotam posicionamentos anti-democráticos, essa combinação, literalmente explosiva, coloca em risco nossa segurança e nossa democracia - afirmou Michele.

Em agosto, o GLOBO revelou que os recursos empregados pelo Exército para combater possíveis fraudes, que vão desde irregularidades na documentação e no armazenamento até o desvio de arsenal para o crime organizado, apresentou queda nos dois anos e meio do atual governo. Em 2020, o montante destinado a essas operações foi de R$ 3 milhões, 15% a menos do que em 2018 e 8% a menos do que em 2019. Apesar do encolhimento, o órgão informou ter aumentado o número dessas operações no mesmo período.

Assim como o orçamento, o efetivo alocado nesses eventos também sofreu redução. No ano passado, 2.121 militares atuaram em operações de fiscalização, número 28% menor que em 2018 e 54% menor que em 2019.

Arsenal em expansão

Enquanto os recursos para a fiscalização caíram, os CACs compraram, ao longo dos primeiros seis meses de 2021, mais armas do que a soma de todas as adquiridas nos dois anos anteriores à posse do presidente Jair Bolsonaro. Os dois grupos incrementaram o arsenal brasileiro em 178.455 novos exemplares.

O número de armas novas adquiridas por cidadãos de janeiro a junho foi de 85.023, um volume 23,6% superior às 68.789 compradas em 2017 e 2018. O arsenal comprado pelos CACs no mesmo período foi maior, mas a variação percentual foi inferior na comparação entre os dois períodos. Caçadores, colecionadores e atiradores compraram 93.432 unidades, quantidade 1,5% maior do que as 92.081 acumuladas naqueles dois anos.

Procurado para comentar a baixa fiscalização de arsenais privados do país, o Exército não se pronunciou até o momento.

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