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Elon Musk sugere ressuscitar o Vine

Agora como dono do Twitter, Elon Musk perguntou a seus seguidores se eles querem o Vine de volta. Em seu perfil pessoal, o “Chief Twit” abriu uma enquete para levantar a opinião acerca da rede social de vídeos curtos, sugerindo interesse em reviver a plataforma.

Apesar de o TikTok ser conhecido atualmente pelo formato de vídeos curtos, não foi ele o primeiro a ser conhecido pelo modelo: em 2013, o Vine surgiu como um centro de armazenamento de vídeos curtos com dinâmicas semelhantes às de uma rede social, permitindo compartilhar mídias com outras pessoas, seguir perfis e conferir uma infinidade de conteúdo entregue de forma automática.

Enquanto existiu, porém, o Vine era diferente do TikTok: os vídeos não eram gravados na vertical e podiam durar até 6 segundos. Essa limitação restringia a criatividade de criadores de conteúdo, mas foi suficiente para fazer completos desconhecidos se tornarem influenciadores famosos em plataformas mais bem estabelecidas, como YouTube.

A plataforma foi adquirida pelo Twitter em outubro de 2012, antes mesmo do lançamento oficial. Contudo, o app não sobreviveu à chegada de concorrentes maiores ao segmento, como Instagram e Facebook, e acabou perdendo popularidade e criadores de conteúdo gradativamente. Em 2016, o aplicativo da rede social foi descontinuado e em 2019 todo o conteúdo de lá foi definitivamente “enterrado”.

Vine vai voltar?

O CEO Elon Musk não elaborou, mas é possível que o Twitter trabalhe para trazer a rede social de vídeos curtos de volta — ao menos, num novo modelo, talvez mais próximo do que existe no TikTok e no Reels. A decisão faria sentido, já que o consumo de conteúdo em vídeos curtos é uma forte tendência, e grandes empresas tentam abocanhar parte desse mercado.

No mesmo tuíte, Musk conversou com o popular youtuber Mr Beast, a quem perguntou “O que poderia fazer o Vine ser melhor que o TikTok?”. Para o criador de conteúdo, a melhor alternativa seria tornar o Vine "difícil de ser copiado", numa referência ao Instagram Reels e o YouTube Shorts, ambos concorrentes (quase) idênticos ao TikTok.

TikTok é líder no segmento

Atualmente, o TikTok é um grande fenômeno no mundo inteiro, principalmente no Brasil. A rede social chinesa já acumula mais de 1 bilhão de downloads só na Play Store e já figurou como um dos principais aplicativos para Android e iOS em levantamentos feitos no ano passado — e, mesmo com a liderança, a plataforma não para de inovar.

Contudo, a plataforma enfrenta certa rejeição em certas regiões, principalmente nos Estados Unidos. Em 2020, os militares do país foram proibidos de publicar conteúdo no TikTok, sob a suspeita de que o app chinês fosse uma “ameaça digital”. Naquele mesmo ano, o então presidente Donald Trump chegou perto de banir a plataforma.

Portanto, existiria espaço para o “novo Vine” vingar — ao menos, nesse primeiro momento. Caberia ao Twitter estabelecer uma boa estratégia para ganhar tração em regiões onde o TikTok não atende tão bem e, com o tempo, começar a disputar terreno em nível semelhante. Porém, se a plataforma vai realmente sair do túmulo, só o tempo dirá.

Fonte: Canaltech

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