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Elon Musk divulga vídeo sobre como é trabalhar em sua empresa de chips cerebrais

Marcus Couto
·2 minuto de leitura
O implante da Neuralink. (Foto: Getty Images)
O implante da Neuralink. (Foto: Getty Images)

Não é todo dia que um anúncio de emprego desse tipo aparece na internet: uma oportunidade para trabalhar em uma empresa de alta tecnologia que planeja instalar chips cerebrais na cabeça das pessoas, ajudá-las na reparação de danos neurológicos e, no futuro, viabilizar a fusão humana com máquinas.

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Elon Musk publicou em seu Twitter uma mensagem justamente com essa “descrição de tarefas”, junto a um vídeo que mostra um pouco dos bastidores da empresa (assista no final do texto, em inglês). Ele tenta atrair talentos para a Neuralink, sua startup que desenvolve tecnologia de implantes cerebrais:

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“Por favor, considere trabalhar na Neuralink! Curto-prazo: solucionar danos cerebrais e de espinha. Longo-prazo: simbiose humana com inteligência artificial. O último terá importância no nível de espécie.”

Musk se refere a sua crença de que a única forma de os humanos “sobreviverem” ao surgimento de super inteligências artificiais será se unindo a elas, literalmente.

A Neuralink talvez seja sua iniciativa mais próxima da ficção científica: criar um dispositivo capaz de conectar o cérebro e a mente humanas a um sistema computadorizado, com possibilidade de “download” e “upload”, ou seja, uma estrada de mão dupla entre humano e máquina.

Segundo o que já foi revelado da Neuralink, a empresa está desenvolvendo um dispositivo que é conectado ao cérebro por meio de fios muito finos, mais finos que fios de cabelo, que não causam dano ao tecido neurológico ao ser inseridos. Esse dispositivo ficaria instalado no crânio, e se comunicaria a partir de tecnologias de conexão sem fio com outros dispositivos, como smartphones e computadores. Assim, poderia fazer essa “ponte” com a internet, por exemplo.

O implante seria realizado por um robô altamente especializado e preciso, capaz de fazer as inserções com o menor dano possível ao escalpo. Segundo a empresa, a ideia é que seja necessário apenas um anestésico local, como uma cirurgia de correção ocular, mas “dentro de alguns anos”, segundo Musk.

A comunidade médica acompanha o anúncio da Neuralink pelas possíveis aplicações da tecnologia em casos de doenças neurológicas graves, que causam a perda de funções motoras, por exemplo.

Mas Musk já admitiu sua visão de longo prazo para o projeto, e ela é digna de roteiro de um romance distópico de ficção científica: facilitar a fusão da inteligência humana à inteligência artificial para diminuir as chances de a sociedade ser destruída por um “levante das máquinas”.

Assista ao vídeo divulgado por Musk:

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