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Eletrobras deve eleger novo conselho no início de agosto

Segundo regras da Eletrobras, têm direito a indicar candidatos ao conselho os acionistas que alcançarem 0,5% de ações ordinárias ou preferenciais (Rafael Henrique/SOPA)
Segundo regras da Eletrobras, têm direito a indicar candidatos ao conselho os acionistas que alcançarem 0,5% de ações ordinárias ou preferenciais (Rafael Henrique/SOPA)
  • AGE da Eletrobras deve ocorrer no início de agosto

  • Entidade informou que data ainda é provisória

  • Acionistas que alcançarem 0,5% de ações ordinárias ou preferenciais podem indicar candidatos

A Eletrobras anunciou nesta segunda-feira (27) que deve realizar uma assembleia geral extraordinária (AGE) no próximo dia 5 de agosto para eleger os novos membros do seu conselho de administração.

O anúncio foi feito em um comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no entanto, nesse mesmo documento, a entidade informou que a data ainda é provisória.

Segundo regras da empresa, têm direito a indicar candidatos ao conselho os acionistas que alcançarem 0,5% de ações ordinárias ou preferenciais. Essas indicações precisam ser feitas até 25 dias antes da realização da assembleia geral extraordinária.

Privatização e recursos

Aproximadamente 370 mil trabalhadores utilizaram recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para fazer a reserva de ações no âmbito da oferta da Eletrobras, que resultará na privatização da empresa de energia.

A Adesão é superior ao número registrado pela Petrobrás em oferta semelhante em 2000, quando 248 mil trabalhadores participaram com o FGTS, ficando abaixo apenas do observado na oferta da Vale, em 2002. Na ocasião, 584 mil pessoas investiram parte do Fundo de Garantia nas ações da mineradora.

Um levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), divulgado no início deste mês, considera que a privatização da Eletrobras elevará a conta de luz.

O órgão sindical de pesquisa afirma que para atender os consumidores residenciais a energia de 20 hidrelétricas que pertencem a Eletrobrás é gerada a preço de custo. Isso porque a condição de monopólio e estatal, com participação de 28% na geração de energia e 40% das linhas de transmissão, faz com que a administração da empresa priorize os interesses da coletividade. Já na lógica de corporações privadas, o lucro deve ser levado em consideração.

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