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Eletrobras decide sair de carvão e desmobilizar térmicas mais poluentes

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Como parte de uma estratégia para reduzir emissões de gases poluentes em suas atividades, a Eletrobras decidiu deixar de operar suas térmicas que mais poluem, como pequenas usinas a óleo e gás na região Norte e a usina a carvão Candiota 3, no Rio Grande do Sul.

A meta da companhia recém-privatizada é tornar-se líder no setor em baixas emissões de carbono, posto hoje ocupado pela norueguesa Statkraft, afirmou nesta quinta-feira (10) o presidente da companhia, Wilson Ferreira Junior.

Em entrevista para detalhar o prejuízo de R$ 88 mil registrado pela empresa no terceiro trimestre, ele reforçou ainda não ver conflito entre a estratégia da Eletrobras e o governo eleito, argumentando que a ex-estatal tem agora mais capacidade de investimento e focará em negócios ambientalmente sustentáveis.

A ideia é manter apenas duas térmicas de seu portfólio, Santa Cruz, no Rio de Janeiro, e Mauá 3, no Amazonas. Ambas usam gás como combustível e são planejadas para operar em ciclo combinado, sistema mais eficiente.

As térmicas da região norte devem começar a ser desmobilizadas ou vendidas de acordo com a conclusão das obras da linha de transmissão entre Manaus e Boa Vista, um dos principais projetos de investimento da Eletrobras.

Já Candiota tem seu contrato de venda de energia vencendo no fim de 2024 e Ferreira Junior disse que há grande dificuldade para obter novo contrato para térmicas a carvão. Assim, a empresa pode buscar interessados em manter as operações ou simplesmente desmobilizar a usina.

A saída desse projeto, disse o presidente da Eletrobras, é parte importante da meta de redução de 54% das emissões da companhia pelos próximos dois anos.

A térmica fica em município do mesmo nome, que depende hoje da indústria do carvão. O fechamento da usina é motivo de preocupação entre a população local. Ferreira Junior disse ver possibilidade de que alguma empresa adquira o projeto para operar como térmica emergencial.

Na entrevista desta quinta, Ferreira Junior disse que a Eletrobras planeja vender R$ 4,4 bilhões em ativos não estratégicos. Nesse processo, negocia com sócios a reestruturação de suas participações em empresas de geração e transmissão, as chamadas SPE's (sociedades de propósito específico).

São hoje 64 empresas, com 14,2 mil quilômetros de linhas de transmissão e 25,2 GW (gigawatts) de capacidade instalada. Já foram 178, quando Ferreira Junior assumiu a empresa pela primeira vez, no governo Michel Temer.

A Eletrobras deve apresentar um novo plano estratégico no final de janeiro. A ideia é focar em energias renováveis, reduzir custos de operação e financiamento e se posicionar melhor no mercado livre de energia, além de cortar emissões de gases poluentes.

Questionado sobre eventuais conflitos da empresa agora privada com o governo eleito, que já a usou para fomentar investimentos no setor, o presidente da Eletrobras disse que "a agenda que temos como Eletrobras é claramente muito alinhada com qualquer governo".

"A agenda para o Brasil é de atração de capitais privados para induzir a geração de emprego e renda", afirmou. "A Eletrobras capitalizada tem capacidade de investimento duas três vezes o que tinha no passado."