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Elena Landau descarta participar de equipe de Tebet no Planejamento

***ARQUIVO*** SÃO PAULO / SÃO PAULO / BRASIL -05.12.2019 -  Ping pong com Elena Landau. ( Foto: Karime Xavier / Folhapress)
***ARQUIVO*** SÃO PAULO / SÃO PAULO / BRASIL -05.12.2019 - Ping pong com Elena Landau. ( Foto: Karime Xavier / Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A economista Elena Landau afirma que não vai participar do futuro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ela foi mencionada nos últimos dias como sendo forte candidata a ocupar a secretaria-executiva do Ministério do Planejamento e Orçamento, que ficou com a senadora Simone Tebet (MDB-MS).

Landau foi coordenadora do programa econômico de Tebet na disputa presidencial deste ano e sua indicação foi dada como certa por quem acompanha a transição de governo.

"Nunca me passou pela cabeça ir para o governo, é um assunto que não esteve na mesa", disse Elena à reportagem. "A Tebet é um excelente nome, e sempre ajudarei no que ela precisar, mas minha ida [para o governo] nunca foi discutida porque todos conhecem a minha posição."

Landau apoiou Tebet na esperança de construir uma terceira via numa eleição polarizada e apoiou Lula no segundo turno seguindo a orientação de sua candidata. Foi forte crítica da gestão bolsonarista e é conhecida como uma defensora de gestões e reformas estruturantes de caráter mais liberal, posição que se contrapõe à visão petista, que vê o Estado como um indutor da economia e parceiro das empresas.

Ela foi diretora de Desestatização no BNDES no governo de Fernando Henrique Cardoso. Seu nome foi associado por décadas ao PSDB, do qual se afastou após o partido adotar posições dúbias sobre reformas, como a da Previdência. Desde então, atua no movimento Livres, que defende o liberalismo econômico e social.

Tebet confirmou a participação no governo Lula 3 nesta terça-feira (27) após uma negociação para fortalecer as atribuições da pasta. Agora, a senadora corre contra o tempo para formar o primeiro escalão do ministério antes da posse, em 1º de janeiro.

Existe a expectativa de que entre os integrantes da pasta estejam profissionais que participaram da confecção de seu programa de governo, apontado com um dos mais completos na proposição de medidas econômicas.

Também foi destaque na chapa e na elaboração do texto o elevado número de contribuições feita por mulheres. Dentro dessa perspectiva, Tebet tem opções para estruturar uma equipe com forte participação feminina, uma promessa do governo Lula que ficou aquém das expectativas.

Entre os 21 integrantes já anunciados para compor a equipe econômica há oito mulheres.

Incluindo a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), vice de Tebet na chapa, e Landau, uma dezenas de mulheres, entre economistas e especialistas nas mais diversas áreas, contribuíram oficialmente com a campanha de Tebet à Presidência, e podem ser convidadas para compor a equipe no Planejamento.

Sandra Rios, por exemplo, atua em temas ligados a acordos comerciais internacionais e ao comércio exterior. Vanessa Canado é especialista em tributação. Laura Machado trabalha com políticas públicas na área de assistência social. Juliana Damasceno é pesquisadora em temas de finanças públicas.

Também fizeram contribuições a advoga Vera Monteiro, que tem vários trabalhos na área de contratações públicas. Wanda Engels, cujo livro mais recente se debruça sobre os temas relacionados com pobreza e desigualdade. Susana Kakuta, que atua com inovação tecnológica. Bem como Natalie Unterstell, cujas pesquisas tratam de questões climáticas e ambientais.