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Eleições 2020: SP tem ruas repletas de 'santinhos' de candidatos; prática é proibida pela lei eleitoral

Colaboradores Yahoo Notícias
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Jogar propaganda eleitoral no chão de vias próximas ao local de votação, os chamados "santinhos", é considerado propaganda irregular (Foto: Vinícius Custódio/Yahoo)
Jogar propaganda eleitoral no chão de vias próximas ao local de votação, os chamados "santinhos", é considerado propaganda irregular (Foto: Vinícius Custódio/Yahoo)

As ruas do entorno da universidade São Judas Tadeu, na Mooca, em São Paulo, amanheceram neste domingo (15) de eleições repletas de “santinhos”. A reportagem percorreu o quarteirão de uma das maiores seções eleitorais da cidade e pode notar diversos panfletos espalhados pelo chão.

Acontece que jogar propaganda eleitoral no chão de vias próximas ao local de votação, os chamados "santinhos", é considerado propaganda irregular. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (STE), o eleitor poderá até pagar multa caso seja flagrado. O candidato que apoiar a prática também será afetado.

A professora Melissa dos Santos, que votou na seção eleitoral, afirmou que flagrou pessoas espalhando santinhos e usando camisetas de candidatos — camisetas em apoio às candidaturas são permitidas desde que isso seja feito de maneira silenciosa e individual.

“Esse ano fiz questão de anotar os nomes e números de quem jogou santinho na minha casa e na rua para não votar nessas candidaturas”, relatou a professora.

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Além disso, é proibido o uso de alto-falantes e amplificadores de som, propaganda de partidos ou candidatos e constrangimento de eleitores para que votem em determinada pessoa estão estritamente proibidos e são considerados crime — chamada boca de urna.

Também está proibido ir votar sem usar máscara, por causa da pandemia. Quem se recusar a cumprir a determinação poderá ser impedido de votar.

Eleições municipais em São Paulo

As Eleições 2020 movem praticamente todo país neste domingo. Por conta do coronavírus, essa tem sido uma eleição diferente, com horários estendidos e mais critérios de segurança sanitária.

Quase 9 milhões de paulistanos irão às urnas para escolher o novo prefeito e a nova composição da Câmara de Vereadores da capital paulista.

Uma questão que levanta muitas dúvidas ao longo processo é o famoso coeficiente eleitoral. Bem resumidamente, é a divisão do número de eleitores pelo número de vagas (nós explicamos com detalhes AQUI). Cada cidade, então, tem seu coeficiente eleitoral.

O município de São Paulo tem 8.986.687 eleitores aptos a votar nas Eleições 2020, e se a Câmara disponibilizou 55 cadeiras para vereadores, basta dividir 8.986.687 por 55, que resulta em 163.394 votos individuais.

Se você ainda não votou, leve de preferencialmente uma caneta própria para assinar o caderno dos mesários. E não se esqueça de conferir quais são os documentos necessários para votar. Por conta da pandemia, as urnas estão abertas das 7h às 17h (horários de Brasília).

Caso não esteja presente na cidade onde você está apto para votar, é possível justificar seu voto. Para saber como, siga nosso guia clicando AQUI. O segundo turno ocorrerá em dois domingos, no dia 29 de novembro de 2020.

O que faz um prefeito?

O Estado se divide em três poderes o Executivo, Legislativo e Judiciário, e o prefeito é o chefe do Poder Executivo. Ou seja, é responsabilidade do prefeito administrar a cidade que exerce suas funções. Para mais detalhes da função CLIQUE AQUI e para saber quanto ganha um prefeito, CLIQUE AQUI.

O que faz um vereador?

Eleito por votos da população, o vereador que é um agente político, trabalha no Poder Legislativo da esfera municipal da federação brasileira. Lembrando que o Brasil é dividido em três grupos de poder: União, Estados e Municípios. Pode-se dizer que o vereador exerce um papel similar ao dos deputados e senadores fazem nas esferas Estados e União. Para mais detalhes da função CLIQUE AQUI e para saber quanto ganha um vereador, CLIQUE AQUI.