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Eleições 2020: Número de candidatos militares é o maior dos últimos 16 anos

Redação Notícias
·2 minutos de leitura
Integrantes das Forças Armadas registraram o maior aumento proporcional, de 48% na comparação com 2016 (Photo by Andre Coelho/Getty Images)
Integrantes das Forças Armadas registraram o maior aumento proporcional, de 48% na comparação com 2016 (Photo by Andre Coelho/Getty Images)

O número de candidatos policiais e militares nas eleições municipais de 2020 é o maior dos últimos 16 anos. O levantamento mostra que são 6,7 mil postulantes aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador em todo país. Em relação à eleição de 2016, o aumento é de 12,5%. No entanto, esses números podem ser ainda maiores, segundo especialistas, porque há casos de policiais ou militares que se autodeclaram apenas servidores públicos.

O levantamento realizado pelo G1 na base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considerou policiais militares e civis, bombeiros militares, integrantes das Forças Armadas e militares reformados.

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Com aumento de 48% na comparação com 2016, a categoria que registrou maior aumento proporcional é de integrantes das Forças Armadas. Mas em números absolutos essa categoria soma apenas 182 militares. Por outro lado, policiais militares mantêm o maior número de candidatos de toda a série, chegando agora a 3,5 mil postulantes a um cargo político.

O PSL, partido pelo qual o presidente Jair Bolsonaro foi eleito em 2018, apresenta o maior número de candidatos militares, 649 candidatos, seguidos de Republicanos (433), PSD (422) e MDB (402).

Em entrevista ao G1, Adriano Codato, professor de ciência política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), avalia que o crescimento de candidaturas militares costuma estar associada à crise na área da segurança, quando o tema ganha muita visibilidade e acaba estimulando a participação de agentes da segurança nas eleições. No entanto, o aumento neste ano pode estar associado à eleição de Bolsonaro.

“Como a crise de segurança pública já se tornou uma questão obrigatória da agenda política, como acesso à saúde, a questão da política de educação, e não houve um grande evento crítico, exceto as execuções aleatórias no Rio de Janeiro, a eleição de Bolsonaro em 2018, um candidato cuja carreira política esteve bastante identificada com os agentes de segurança, funcionando como um ‘super-sindicalista’ dessas categorias sociais de Estado, é razoável especular que sua presidência tenha trazido mais visibilidade a esses atores políticos e, assim, aberto uma janela de oportunidade a mais”, diz Codato, que é também coordenador do Observatório de Elites Políticas e Sociais do Brasil na UFPR.

Segundo ele, a participação de mais candidatos militares altera o tipo de campanha, já que eles tendem a estimular discursos mais radicais de lei e ordem. Mas o professor destaca outro ponto relativo à atuação de políticos militares nas casas legislativas.

“A presença de forças repressivas do Estado nas campanhas eleitorais em geral traz mais radicalização para o discurso político, mas, também em termos gerais, é uma pregação aos radicais já convertidos ao radicalismo. O que um estudo recente aqui da UFPR mostra é que a atuação parlamentar dos policiais militares nas Assembleias Legislativas mostra baixa iniciativa e baixa capacidade de aprovação de temas ligados à segurança”, observa Codato.