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Eleições 2020: ida ao segundo turno é começo de Boulos como ‘novo Lula’?

Redação Notícias
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Guilherme Boulos (PSOL) vota com a família em SP - Foto: Reprodução/Globonews
Guilherme Boulos (PSOL) vota com a família em SP - Foto: Reprodução/Globonews

A chegada de Guilherme Boulos (PSOL) ao segundo turno da disputa pela prefeitura de São Paulo é um passo importante para as pretensões políticas do professor que trocou o conforto da rica Zona Oeste da capital paulista pela periferia da maior cidade da América Latina.

Apesar da mudança de endereço e de sua formação política no movimento dos sem-teto, isso não gerou, em princípio, nenhum ganho expressivo de apoio entre os moradores de menor renda de São Paulo.

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O bom desempenho do candidato do PSOL, ao longo da campanha, esteve sempre atrelado aos jovens moradores e frequentadores dos boêmicos bairros de Pinheiros, Perdizes e da famosa Vila Madalena.

A ligação com os sem-teto é, na prática, uma trava para Boulos conquistar os votos dos pais dos jovens que acreditam que o nome do PSOL é a melhor opção para conduzir a capital paulista ao longo dos próximos quatro anos.

É nessa faixa que Bruno Covas (PSDB) abre grande vantagem frente ao seu possível concorrente nas próximas duas semanas.

Para que Boulos possa, algum dia, se transformar numa espécie de Lula 4.0, o professor terá que fazer ajustes — ao centro — de suas propostas e discursos. O eterno líder do PT teve que perder algumas eleições até estruturar uma alternativa política que garantiu ao antigo sindicalista os votos de pais e filhos que o levaram a subir a rampa do Palácio do Planalto.

Neste 2020 pandêmico, Boulos trocou apenas o cavanhaque pela barba a la Lula. Isso ainda é insuficiente para ganhar o coração tucano dos paulistanos.