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Eleições na Alemanha: projeções apontam empate de centro-esquerda e centro-direita

·3 minuto de leitura
Gráfico dos resultados da boca de urna na Alemanha
Em meio à disputa acirrada entre social-democratas e conservadores, verdes e liberais se saíram vitoriosos; coalizão será necessário para governar país

Um empate técnico entre a centro-esquerda e a centro-direita (com ligeira vantagem para a primeira).

Isso foi o que mostraram os primeiros resultados das pesquisas de boca de urna na Alemanha.

Neste domingo (26/9), os alemães foram às urnas escolher a Câmara Baixa do Parlamento — o Bundestag — que, posteriormente, vai decidir quem governará o país, sucedendo a chanceler Angela Merkel.

Merkel comandou a Alemanha por 16 anos. Durante esse período, tornou-se a principal figura política da Europa, considerada um sinônimo de segurança e estabilidade em meio às adversidades pelas quais passou — e passa — o Velho Continente: crise do euro e de refugiados, terrorismo, ascensão da extrema-direita, entre outras.

Segundo projeções de emissoras alemãs, o SPD, o partido dos social-democratas (centro-esquerda), de Olaf Scholz, tem cerca de 26% dos votos, enquanto os conservadores (centro-direita) da CDU/CSU, liderados por Armin Laschet, quem Merkel apoia, cerca de 24%.

Tal percentual (25,7%), com base nas primeiras projeções para a aliança CDU/CSU da chanceler Merkel, seria o pior resultado a nível federal na história da CDU.

Olaf Scholz
Olaf Scholz lidera social-democratas

O partido nunca teve menos de 30% dos votos.

"Não é apenas culpa de Laschet, Angela Merkel é parcialmente culpada. Ela não foi capaz de encontrar um sucessor capaz e não apoiou Laschet tanto quanto poderia. Esse resultado não é bom para seu legado", diz à BBC Matt Qvortrup, professor de Ciência Política na Universidade de Coventry, no Reino Unido.

Enquanto isso, o SPD foi mais votado do que em 2017, quando teve seu pior resultado desde a Segunda Guerra Mundial (21% dos votos).

Em meio à disputa acirrada, os verdes se saíram vitoriosos, com 14% dos votos. Também tiveram êxito os liberais da FDP (11%), de direita.

Mais atrás, vêm a ultradireitista AfD e os socialistas do partido A Esquerda.

Os resultados oficiais devem ser anunciados em breve. Enquanto isso, mais atualizações são esperadas durante a noite e na manhã desta segunda-feira.

Aliança

O fato de a disputa ser tão apertada significa que ambos os candidatos, Scholz e Laschet, vão precisar de uma coalizão para governar.

Scholz, do SPD, disse que o país votou pela mudança e está pronto para formar e liderar o próximo governo.

Armin Laschet
Armin Laschet comanda conservadores e é apoiado por Merkel

Enquanto isso, Laschet reconheceu que os conservadores "não estão felizes com os resultados", mas que estava determinado a liderar o próximo governo.

"Certamente não é a maneira como a CDU queria que a era Merkel acabasse", diz Jenny Hill, correspondente da BBC de Berlim.

"No entanto, Armin Laschet está assumindo uma postura corajosa e agindo como se tivesse um mandato para formar um governo de coalizão."

"Seu partido tem mantido conversas com alguns dos partidos menores que serão necessários para que a CDU continue no poder", acrescenta Hill.

Seria necessária uma coalizão de três partidos para obter a maioria no parlamento.

A construção dessa coalizão provavelmente levará tempo, pois os partidos devem chegar a um acordo sobre uma agenda comum e decidir sobre as posições-chave.

Não existe uma regra segundo a qual o partido com mais cadeiras ou a maior proporção de votos deve liderar o governo.

Se o partido que está em segundo lugar puder formar uma coalizão viável com outras siglas, poderá ocupar a chancelaria.

Assim que o novo governo for estabelecido, a atual chanceler, Angela Merkel, deixará o poder após 16 anos.

Até então, ela permanece como "chanceler interina".

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