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Eleições 2020: pandemia do novo coronavírus deve alterar disputa

Foto: Getty Images

A pandemia do novo coronavírus deve afetar as eleições municipais de 2020, inicialmente prevista para acontecer no primeiro domingo de outubro. O pleito, que ainda não tem data definida, deve ter uma formatação diferentes das eleições anteriores realizadas no Brasil.

Em entrevista à TV Cultura, Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), explicou algumas mudanças que podem acontecer na realização do pleito, que definirá prefeitos e vereadores em todo o país.

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“A primeira ideia é alongar o dia, fazer de oito [da manhã] às oito [da noite] por exemplo, ou até mais”, explicou Barroso. Segundo ele, o órgão calcula definir horários específicos para faixas etárias. “Para a gente dividir igualmente, talvez em quatro horários ao longo do dia”, explicou.

Além das mudanças no formato, deve haver reforço nas questões sanitárias, para garantir a segurança dos eleitores. A higiene das cabines de votação, mesmo que as eleições sejam realizadas depois do declínio da curva de contágio no Brasil, deve ser prioridade.

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Barroso ainda ressaltou que o TSE vai trabalhar em medidas nesse sentido, prospectando doações de máscaras e álcool em gel provenientes da iniciativa privada, evitando que haja gasto de verba pública.

“Não pode passar álcool em gel antes de votar porque estraga a biometria e estraga a urna, logo, quando sair do voto, vai ter um servidor de luva com um jato de álcool em gel para passar na mão do eleitor”, explicou Barroso, que anunciou também cartilhas de conscientização sobre o que não fazer no local de votação.

Redes sociais e tempo de TV

Nesta terça-feira (16), Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, disse ver de forma positiva uma proposta de aumentar o tempo diário de propaganda eleitoral na TV, como uma tentativa de evitar aglomerações nas campanhas de rua.

"Acho que é uma boa ideia. Nós vamos ter mais dificuldade, mesmo no momento de queda da curva, mesmo com a eleição adiada para a queda da curva, de aglomeração, de proximidade. Talvez ampliar não o prazo da televisão, mas o tempo de televisão durante o dia. Ou aumentar mais cinco dias a televisão. Talvez seja um caminho que possa ajudar", afirmou Maia em entrevista coletiva. Trinta e cinco dias antes das eleições, a campanha de televisão deve ser iniciada.

Sobre a regulamentação do pleito durante a pandemia, Barroso, ainda em entrevista à TV Cultura, mostrou preocupação com a influência das redes sociais na disputa.

“Já conversei com o Whatsapp, tivemos uma excelente conversa, já tenho uma conversa marcada com a google semana que vem, para nós montarmos um esquema para minimizar o papel das campanhas de desinformação, de ódio e de difamação”, pontuou.

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