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El Salvador, Bitcoin e seu mercado uma semana após a revolução

·3 minuto de leitura

A semana dos salvadorenhos

A oficialização do Bitcoin (BTC) vai além simplesmente do idealismo de um jovem presidente. Nayib Bukele (40) viu na atrasada economia nacional e na isenção de taxas sobre remessas oriundas dos Estados Unidos (que representam 22% do PIB de El Salvador) a oportunidade de modernizar o sistema financeiro local enquanto coloca sua nação no mapa e nas manchetes mundiais.

Entretanto, a resposta de boa parte da população ainda é avessa à mudança. Pela primeira vez em dois anos e meio de mandato, o presidente latino-americano com o maior índice de aprovação foi alvo de duras críticas e até mesmo manifestações.

Era de se esperar, levando em consideração que se trata de um país em que a maior parte de sua rede de estruturas básicas, sejam elas físicas ou informacionais, ainda é relativamente atrasada.

A rejeição ao que seja oriundo do desconhecido mundo da tecnologia, ainda mais quando a situação se mescla com o também complexo mundo da economia, se explica em números muito similares.

De acordo com estudos da Universidade da Centro-América (UCA) 70% dos salvadorenhos são contra até mesmo o uso opcional da moeda. Não coincidentemente, 70% também é o percentual de locais que sequer possuem conta bancária.

Para muitos, as explicações de Bukele mais complicaram do que esclareceram, distanciando ainda mais a compreensão da parcela populacional mais simples. Grandes redes como Starbucks e McDonald’s até incentivam a população a usar a criptomoeda em seus estabelecimentos. Entretanto, o medo da volatilidade de um sistema que sequer foi compreendido ainda deixa o uso limitado no comercio mais simples, de acordo com sindicatos da categoria.

Por fim, uma boa notícia, ao menos, fica por conta da infraestrutura preparada para a recepção do Bitcoin.

Chivo, a carteira virtual oficial de El Salvador, teve problemas sérios nos dois primeiros dias de atividades (situação que até afetou o preço do criptoativo no mercado), mas já normalizou seu funcionamento e segue sem maiores reclamações.

Por fim, a aprovação dos usuários foi ainda maior para os 200 caixas eletrônicos capazes de fazer transações entre Bitcoin e dólar (junto dos 50 similares instalados nos Estados Unidos para o envio de remessas), que funcionaram perfeitamente desde o dia 7.

A semana do Bitcoin pós oficialização

Assim que a grande mudança foi confirmada, o Bitcoin bateu seu maior preço em 4 meses ao chegar em US$ 52.660 (cerca de R$ 277 mil).

Entretanto, uma queda de 18% (para US$ 42,9 mil) logo na sequência se originou após movimento de venda pós-alta se somar aos problemas passados pela Chivo em sua estréia, que levantou dúvidas sobre tanto sobre o sistema, quanto da capacidade da própria blockchain de atender a demanda em grande escala.

Mas apesar dos sustos, a moeda mostra forte índice de recuperação desde a sexta-feira (10), quando flutuou entre os US$ 45 e US$ 46 mil, faixa de alta vista em maio na última vez em que o ativo rumou para os US$ 50 mil.

Nessa quarta-feira (15), o Bitcoin abriu o dia em US$ 47.111,70 e segue em crescimento, batendo US$ 48.037,93 às 16h35.

This article was originally posted on FX Empire

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