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Eis como usar explosões nucleares para desviar asteroides sem destruí-los

Daniele Cavalcante
·2 minuto de leitura

Atualmente, nenhum dos asteroides considerados potencialmente perigosos para nosso planeta representam um risco real nas próximas décadas, provavelmente nem mesmo neste século. Isso não quer dizer que não seja necessário nos prepararmos para uma chance real de colisão, e uma das alternativas nesse caso é explodir uma bomba nuclear — não para destruir a rocha espacial, mas sim para desviá-la. Agora, novo estudo apresentou um modo de fazer isso.

Existem muitos asteroides na vizinhança da Terra sendo observados, todos devidamente catalogados e monitorados pelas agências espaciais e outras entidades. As órbitas desses objetos são conhecidas o suficiente para garantir que nenhum deles está em rota de colisão conosco atualmente, mas sempre pode surgir um novo pedregulho cósmico vindo em nossa direção. Nesses casos, pode ser que não haja tempo o suficiente para elaborar missões de defesa planetária.

Por isso, alguns pesquisadores — incluindo departamentos específicos da NASA, como o DARPA — desenvolveram algumas possíveis estratégias para nos livrarmos da ameaça. Uma delas é explodir o asteroide, mas isso poderia fazer com que uma boa quantidade de pedregulhos cósmicos dilacerados pela explosão venha em direção à Terra. Uma solução mais inteligente e segura é a deflexão, ou seja, o desvio da posição original para colocar a rocha em uma órbita segura.

Explodir uma bomba nuclear perto de um asteroide adiciona calor em sua superfície e abaixo (Imagem: Reprodução/Laboratório Nacional Lawrence Livermore)
Explodir uma bomba nuclear perto de um asteroide adiciona calor em sua superfície e abaixo (Imagem: Reprodução/Laboratório Nacional Lawrence Livermore)

Em seu novo estudo, uma equipe analisou como usar a energia de nêutrons produzida por uma explosão nuclear para desviar um asteroide no espaço. Para isso, eles criaram simulações de computador bem sofisticadas, capazes de usar dados da física real, como massa e órbita do objeto alvo, poder energético da bomba, entre outros. A ideia é explodir essa bomba nuclear próximo ao asteroide, não diretamente em sua superfície. Assim, a energia liberada pelos nêutrons poderia “empurrar” a ameaça para uma posição diferente.

Ao direcionar a energia dos nêutrons nessa explosão, a quantidade de detritos derretidos e vaporizados poderia ser direcionada, bem como a velocidade dessas partículas. Isso pode fazer com que a velocidade do asteroide seja afetada, de acordo com os cientistas. "Descobriu-se que alterar a energia dos nêutrons tem um impacto de até 70% no desempenho de deflexão”, escreveram eles no artigo publicado na Nature.

Longe de ser conclusivo, os autores esperam que o trabalho seja um “trampolim” para que outros pesquisadores continuem esse tipo de pesquisa. Eles planejam criar mais simulações para saber quanta energia será necessária para que a estratégia de deflexão funcione, mas a equipe parece convencida de que a energia dos nêutrons em explosão nuclear é mais eficaz porque ela pode “potencialmente aquecer maiores quantidades de material da superfície do asteroide” em comparação aos raios-X, por exemplo.

Fonte: Canaltech

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