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Eis como uma espécie alienígena poderia ocupar a galáxia em 1 bilhão de anos

·4 minuto de leitura

É comum que cientistas considerem muito provável a existência de vida alienígena, seja onde for, mesmo que não haja evidências concretas que nos permitam “bater o martelo” com convicção. É provável que eles existam mesmo aqui, em nossa própria galáxia — mas onde eles estão? Por que ainda não vimos nem sinal deles? Será tão difícil que uma civilização seja capaz de viajar entre as estrelas e visitar mundos como o nosso? É isso o que uma nova simulação tenta responder.

Sempre que fazemos essas perguntas, o Paradoxo de Fermi aparece para zombar de nossa incapacidade de alcançar até mesmo a estrela mais próxima do Sol. A maior distância percorrida por uma espaçonave construída por humanos não foi nem sequer o suficiente para deixar por completo os domínios da órbita solar — embora as Voyager já tenham alcançado o espaço interestelar, ainda não se livraram da influência gravitacional do Sol, o que só deve acontecer ao ultrapassar a Nuvem de Oort, o que pode levar 28 mil anos.

O Paradoxo de Fermi é o nome que damos à incoerente falta de evidências para algo que parece muito provável existir. O universo é muito antigo, tem mais de 13 bilhões de anos. Se todo esse tempo fosse um ano, a humanidade teria surgido no último minuto do dia 29 de dezembro, de acordo com o famoso calendário cósmico de Carl Sagan. Seria natural que outras civilizações tenham se formado durante os outros 525.599 minutos do ano. E se uma delas tivesse tempo o suficiente, seria natural que se tornassem capazes de construir naves e se espalhar por toda a galáxia.

O calendário cósmico, popularizado por Carl Sagan na série Cosmos (Imagem: Reprodução/Fox/Druyan-Sagan Associates)
O calendário cósmico, popularizado por Carl Sagan na série Cosmos (Imagem: Reprodução/Fox/Druyan-Sagan Associates)

Bem, pelo menos isso nos parece natural porque é assim que a humanidade se comportaria, se tivesse a oportunidade. A vida que conhecemos é marcada pela constante necessidade de se adaptar e se perpetuar, espalhando-se por cada vez mais espaço. Não sabemos se os alienígenas querem fazer isso, mas, se quiserem, quanto tempo levaria para conquistar — no sentido de se assentarem, supondo que sejam seres pacíficos que não tomariam um planeta à força — uma galáxia como a nossa? Alguns bilhões de anos? Centenas de milhões?

Esse é um exercício probabilístico tão interessante para cientistas que muitas tentativas de responder tais perguntas já foram publicadas, cada qual com uma abordagem diferente. Mas em todas faltou um elemento que parece muito importante, e uma nova simulação foi criada para tentar resolver o problema. Os autores são Jonathan Carroll-Nellenback, Adam Frank, Caleb Scharf e Jason T. Wright — este último famoso por apresentar a hipótese de uma megaestrutura artificial alienígena ao redor da estrela de da Tabby.

A simulação, embora bastante conservadora no sentido de não extrapolar as possibilidades para além do que nosso conhecimento científico permite, é muito promissora. Ela revela que uma civilização tecnológica, relativamente bem limitada, ocuparia a galáxia quase por completo em tempo razoável — um bilhão de anos. Com muito menos, essa civilização chegaria a planetas de muitas estrelas da região central da galáxia.

No vídeo, os parâmetros ajustados dizem para o computador que o alcance máximo das naves é de aproximadamente de 3 parsecs. Isso é equivalente a 9,78 anos-luz, ou 618.795 vezes a distância entre o Sol e a Terra, se você preferir. Além disso, o cálculo é em crescimento exponencial, ou seja, se a densidade local de estrelas contribuir, os aliens terão sempre muitos planetas para alcançar dentro da área de 3 parsecs. Por isso, a melhor estratégia seria povoar as regiões mais centrais da galáxia, onde a densidade é muito maior.

Outra vantagem é que as estrelas se movem, então sempre haverá algumas delas por perto, mesmo que os ETs tenham que esperar alguns milhares de anos. Uma limitação importante é que nenhum povoado pode lançar uma nova nave para ocupar uma nova estrela com mais frequência do que uma vez a cada 100 mil anos, o que é razoável se considerarmos que a cultura daquele povo começará do zero em cada planeta, até se tornar capaz de fabricar novas naves.

Conforme a civilização se expande na galáxia, as partes que se movem para dentro encontrarão densidades estelares mais altas, onde a onda de expansão se acelerará. Mas ela é devagar o suficiente para que os movimentos das estrelas façam a maior parte do trabalho; basta que se aproximem da distância de três parsecs dos planetas já habitados e temos uma bolha de estrelas habitadas aumentando exponencialmente.

Eventualmente, a falange de conquistadores interestelares atinge o centro galáctico, onde as estrelas estão mais próximas umas das outras que nas partes externas, e então a expansão aumenta muito rápido, mas os limites externos da galáxia nunca são alcançados. Será por isso que a Terra ainda não foi alvo de uma tropa alienígena? Afinal, estamos relativamente afastados do centro da Via Láctea.

Seja como for, a simulação é apenas uma ilustração de como a expansão interplanetária de uma civilização tecnológica poderia ocorrer. Mas vale lembrar que, se algo assim acontecesse, talvez as naves não teriam um limite rígido de 3 parsecs de alcance e, quem sabe, os conquistadores estejam começando a planejar voos em direção à periferia galáctica, que é onde estamos?

Fonte: Canaltech

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