Eike Batista compra metade do capital do Rock in Rio


Rio de Janeiro, 11 mai (EFE).- O empresário brasileiro Eike Batista anunciou nesta sexta-feira a compra da metade do capital da empresa que administra o festival de música Rock in Rio.

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Eike, através de sua empresa de entretenimento IMX, adquiriu a metade das ações da companhia Rock World, proprietária da marca Rock in Rio, controlada pelo empresário Roberto Medina.

O valor total da operação de compra não foi divulgado e Eike se limitou a dizer em entrevista coletiva que o custo do investimento foi "suficiente". O acordo prevê o investimento US$ 350 milhões nos próximos cinco anos no festival e em promover a marca Rock in Rio pelo mundo.

Os responsáveis explicaram que o objetivo com a ação é expandir o festival para outros continentes. O evento já foi realizado no Brasil, Espanha e Portugal, e no próximo ano acontecerá pela primeira vez na Argentina. Roberto Medina continuará administrando os festivais e ocupará o cargo de diretor presidente da nova empresa, enquanto a IMX ficará responsável pela estrutura financeira.

O festival nasceu em 1985 no Rio de Janeiro e já realizou dez edições, também nas capitais da Espanha e Portugal. As próximas edições do Rock in Rio ocorrerão em Lisboa e Madri, entre maio e julho, e em 2013 no Rio de Janeiro e em Buenos Aires.

Em suas primeiras edições o festival se concentrava só em rock, mas progressivamente introduziu outros ritmos, principalmente pop e música eletrônica.

Eike Batista é o sétimo homem mais rico do mundo, com uma fortuna de perto de US$ 30 bilhões de dólares, segundo a revista "Forbes". O empresário é o dono do conglomerado EBX, que inclui empresas dos setores do petróleo, mineração, eletricidade, construção civil e naval, logística e entretenimento.

Através da IMX, filial de entretenimento, Eike acaba de comprar os direitos televisivos do campeonato UFC, patrocina uma equipe de vôlei e também pretende concorrer em uma futura licitação para administrar o estádio Maracanã do Rio de Janeiro, segundo os meios de comunicação. EFE

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