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#ehproblemameu: campanha traz vídeos em que homens admitem sua responsabilidade na violência contra a mulher

·1 minuto de leitura

RIO — A cada oito minutos uma mulher é estuprada no país, segundo o Anuário Brasileiro de Violência Pública de 2020. Sete em cada dez mulheres foram vítimas de assédio no trabalho, de acordo com pesquisa do Instituto Patrícia Galvão divulgada em dezembro. Muitos homens podem pensar que não têm nada a ver com isto. Mas a campanha #ehproblemameu, lançada ontem através de um vídeo nas redes sociais, quer mostrar que não é bem assim.

— O problema é do homem sim, permitimos a cultura da objetificação da mulher. Sentimos que somos especiais quando conquistamos muitas mulheres. E não precisa ser assim — constata o engenheiro israelense Jacob Shar, radicado no Brasil há quatro anos.

Morador de Copacabana, foi ele o responsável por trazer para cá a campanha, que começou em agosto em Israel, após uma mulher ser vítima de um estupro coletivo. O vídeo, postado no canal da iniciativa no YouTube (#its_my_problem) e compartilhado via WhatsApp, traz imagens de homens reconhecendo a responsabilidade pelo problema da violência contra a mulher.

— Lembrei de casos como o de Mariana Ferrer (vítima de “estupro culposo”, cujo agressor foi absolvido) e achei que o Brasil precisava receber uma mensagem como esta — diz Shar.

Ele conseguiu executar o projeto com a ajuda da multiartista e produtora cultural Lia Levin, que abraçou a causa e angariou voluntários para tirar a ideia do papel.

— As falas dos homens no dia a dia já são tóxicas e perpetuam a cultura da agressão. O vídeo faz os homens refletirem que são as pequenas atitudes que levam à violência contra nós — diz ela.

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