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Eficácia de vacina da Astra aumenta com prazo maior e 3ª dose

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A resposta imunológica da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca melhora com um intervalo maior de cerca de 10 meses entre as doses. E uma terceira injeção pode aumentar ainda mais os níveis de anticorpos, segundo um estudo.

Ampliar o prazo entre a primeira e a segunda dose aumentou o nível de anticorpos, de acordo com pesquisa da Universidade de Oxford publicada na segunda-feira. Os pesquisadores também puderam mostrar, pela primeira vez, que uma dose de reforço mais de seis meses depois da segunda induziu uma forte resposta e aumento da atividade contra as variantes.

Muitos governos enfrentam escassez de vacinas e avaliam se doses de reforço são necessárias para evitar que os hospitais fiquem sobrecarregados no inverno do hemisfério norte. Os resultados podem ajudar países a determinar se devem vacinar um maior número de pessoas ao atrasar a segunda dose, enquanto mostram um meio para aumentar a proteção - sem alterar completamente as vacinas - usando uma terceira dose. A maioria dos países atualmente recomenda intervalo de 4 a 12 semanas entre as doses da Astra.

“Trata-se de preparação”, disse Andrew Pollard, principal pesquisador dos ensaios de vacinas da Oxford, durante coletiva de imprensa na segunda-feira. Esses dados mostram que “podemos reforçar as respostas administrando outra dose da vacina AstraZeneca-Oxford, e isso é muito importante”.

Mais pesquisas sobre a duração da imunidade de duas doses e proteção contra variantes ajudariam a determinar se as doses de reforço são realmente necessárias, disse Pollard.

O estudo revelou que anticorpos induzidos após uma única dose sobreviveram até certo ponto depois de um ano. Ainda assim, após 180 dias, os níveis equivaliam à metade dos observados no pico de 28 dias. No entanto, uma segunda dose aumentou os níveis de anticorpos entre quatro e 18 vezes em um mês após a injeção.

Os voluntários do recente estudo haviam participado dos ensaios iniciais e finais originais da vacina da Oxford no ano passado. Trinta participantes que receberam apenas uma única dose no estudo foram vacinados com uma segunda dose cerca de 10 meses depois da primeira. Outros 90 participantes desses estudos receberam uma terceira dose em março deste ano. Todos os voluntários tinham entre 18 e 55 anos, em linha com a idade de recrutamento naquela fase dos ensaios no ano passado.

Anticorpos contra variantes

Níveis mais elevados de anticorpos contra as variantes alfa, beta e delta do SARS-CoV-2 também foram observados após uma terceira dose do que depois da segunda. Os resultados apoiam a ideia de que os imunizantes de vetores virais podem ser usados como reforço, o que tem causado ceticismo entre alguns cientistas porque os humanos podem desenvolver imunidade ao vetor, neste caso, um adenovírus de chimpanzé.

Oxford e Astra também iniciaram outro ensaio para testar uma vacina que foi adaptada para oferecer maior proteção contra a variante beta, originalmente identificada no Reino Unido. O estudo em estágio final tem como objetivo recrutar cerca de 2.250 participantes no Reino Unido, Brasil, África do Sul e Polônia. O primeiro participante recebeu uma dose em 27 de junho.

A injeção será administrada a pessoas que foram totalmente vacinadas com duas doses do imunizante da Astra ou de RNA mensageiro, como da Pfizer e Moderna, pelo menos três meses depois da segunda dose. Indivíduos não vacinados também serão elegíveis para receber a vacina contra a variante com diferentes intervalos e combinações de imunizantes novos e originais sendo testados.

Mais de meio bilhão de doses da vacina Astra-Oxford já foram enviadas para 168 países, segundo os pesquisadores.

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©2021 Bloomberg L.P.

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