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Efeitos da escassez global pós-pandemia devem continuar em 2022

·3 min de leitura
LONDON, ENGLAND - OCTOBER 02: Empty shelves at a market are seen in London, United Kingdom on October 02, 2021. In the UK, supply problems due to a shortage of trucks and truck drivers, have left shelves in some supermarkets. The shortage of truck drivers has led to a disruption of the supply chain in the UK in the post-Brexit era. Empty shelves in supermarkets, long lines at gas stations and closing gas stations have put the British government in a growing crisis, which the government is struggling to manage. (Photo by Rasid Aslim/Anadolu Agency via Getty Images)
  • Escassez global pode representar falta de produtos ou mesmo oferta menor que demanda, como neste supermercado em Londres, no Reino Unido. (Photo by Rasid Aslim/Anadolu Agency via Getty Images)

  • Para especialistas, efeitos da escassez global devem continuar no ano que vem;

  • Escassez global pode representa falta de produtos ou mesmo oferta menor que demanda;

  • Por que o cenário mundial chegou ao nível de escassez;

A chamada “escassez global” de suprimentos é um problema que tem atingido uma série de países e diversos setores da economia em 2021. Em alguns casos, ela pode representar uma verdadeira falta de produtos. Em outros, uma elevação considerável nos preços devido a uma oferta menor que a demanda. Para especialistas ouvidos pela CNN Brasil, os efeitos dessa escassez devem continuar em 2022, e não há como precisar quando todas as cadeias de produtos vão se estabilizar.

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Apesar do cenário ser bastante associado à pandemia, que afetou a oferta e levou a uma demanda intensa conforme os países reabrem e vacinam suas populações, a crise sanitária não é o único fator que criou o cenário atual, de acordo com especialistas ouvidos pela CNN Brasil. Para eles, embora tenham acontecido momentos de escassez, como a crise do petróleo nos anos 70 e o período após os ataques de 11 de Setembro de 2001, nunca houve um momento de escassez global de produtos como o de agora.

Por que o cenário mundial chegou ao nível de escassez

Com uma oferta já afetada, as cadeias estavam vulneráveis à pandemia, e o impacto foi grande. A disseminação das cadeias em termos globais, ou seja, com países participando de determinadas etapas de produção, piorou esse cenário, efeito que foi sentido também com o Brexit. No Reino Unido, a falta de combustíveis no país, com preços altos, teve como uma das causas a falta de motoristas de caminhão para transportar os combustíveis, já que eles eram em maioria europeus e deixaram o país.

Outro exemplo para especialistas ouvidos pela CNN Brasil, é a tensão entre Rússia e União Europeia. O país fornece 40% do gás natural para a Europa, e alguns integrantes do bloco acusam o governo russo de segurar a produção, encarecendo os preços da commodity. Há também o caso da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), cujos membros se recusam a elevar a produção da commodity para retornar aos níveis pré-pandemia. Com a demanda alta, os preços dispararam.

A intensidade e frequência maiores de eventos climáticos, como secas e geadas, marcaram a produção agrícola brasileira em 2021. Somou-se a isso uma alta nos preços dos contêineres e dos insumos agrícolas, em especial adubo, com o câmbio desvalorizado. Com produção menor e mais custos, os preços dos alimentos dispararam, tanto no Brasil quanto no resto do mundo. Além disso, as secas no Brasil geraram uma crise energética, com a necessidade de usar mais usinas térmicas em vez das hidrelétricas, e as contas subiram, afetando toda a economia. 

Especialistas ouvidos pela CNN Brasil acreditam ser difícil saber quando oferta e demanda se equilibrarão novamente no mercado. Um dos problemas, segundo relatado pelos especialistas, é que não há como saber quanto do impacto dessas cadeias foi da pandemia, e quanto foi de fatores como disputas geopolíticas e crise climática.

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