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Educação financeira pode diminuir uso do cheque especial, diz Campos Neto

Estevão Taiar

O presidente do BC tem afirmado que a autoridade monetária deve apresentar “em breve” mudanças na linha de crédito A ampliação da educação financeira pode diminuir o uso do cheque especial pelos clientes de bancos, de acordo com o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. Ele participou nesta segunda-feira de café da manhã com representantes de fintechs na sede do BC em São Paulo.

José Cruz/Agência Brasil

“No cheque especial, a educação financeira é chave”, diz apresentação realizada por Campos Neto e distribuída pelo BC. Segundo o documento, a educação financeira pode diminuir o uso do cheque especial de duas maneiras: compreensão de funcionamento da linha e capacidade de escolha dos instrumentos mais adequados às necessidades do cliente.

Campos Neto tem afirmado nas últimas semanas que o BC deve apresentar “em breve” mudanças no cheque especial. Matéria publicada pelo Valor na semana passada mostrava que, entre as ideias da autoridade monetária para diminuir os juros da linha emergencial, está a cobrança de tarifas. Em setembro, a taxa anual de juros estava em 307,6%. Além disso, o cliente só teria acesso ao cheque especial caso ele solicite, de acordo com a proposta do BC.

A importância da educação financeira também tem sido destacada por Campos Neto e pelos diretores do BC. Na semana retrasada, por exemplo, o presidente afirmou que os bancos realizarão um “mutirão” para a renegociação de dívidas, abrindo aos sábados. “O que vai ser pedido em troca é que [o cliente] faça um curso de educação financeira”, disse.