Mercado fechado
  • BOVESPA

    129.441,03
    -635,14 (-0,49%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.286,46
    +400,13 (+0,79%)
     
  • PETROLEO CRU

    70,78
    +0,49 (+0,70%)
     
  • OURO

    1.879,50
    -16,90 (-0,89%)
     
  • BTC-USD

    36.025,82
    +287,45 (+0,80%)
     
  • CMC Crypto 200

    924,19
    -17,62 (-1,87%)
     
  • S&P500

    4.247,44
    +8,26 (+0,19%)
     
  • DOW JONES

    34.479,60
    +13,36 (+0,04%)
     
  • FTSE

    7.134,06
    +45,88 (+0,65%)
     
  • HANG SENG

    28.842,13
    +103,25 (+0,36%)
     
  • NIKKEI

    28.948,73
    -9,83 (-0,03%)
     
  • NASDAQ

    13.992,75
    +33,00 (+0,24%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1926
    +0,0391 (+0,64%)
     

Educação Física como meio para o pódio: professor repassa seus 35 anos revelando novos valores

·4 minuto de leitura

“O jovem deve ser motivado pelo exemplo.” Com este princípio em mente, o professor Luiz Cesar dedicou toda a sua vida profissional ao ensino da Educação Física. Atuando no ofício de professor há 35 anos, sendo 27 deles no Colégio Santa Mônica, no Rio de Janeiro, o carioca foi responsável por incentivar uma série de alunos a trilhar o caminho do esporte, mas sempre destacando que ele traz uma lição que vai muito além da competitividade.

Um dos exemplos de sucesso que passaram pelas mãos do professor é a pivô Clarissa Santos. Multicampeã pela seleção feminina de basquete, ela começou nos esportes aos 13 anos, ainda no vôlei, mas migrou para o basquete aos 17, onde se encontrou de vez e não parou de ascender, até chegar ao Fluminense, aos 18. Hoje, ela é destaque na seleção e atua no Sopron Basquete, da Hungria.

— Acredito que um dos melhores meios de se incentivar os jovens é pelo exemplo, porque eles sempre se espelham nos mais velhos. Eles veem os outros atletas migrando para outros estados, em várias modalidades, seguindo uma trajetória de sucesso. Essa é a melhor maneira de cativar os jovens, pelo exemplo, e apontando os caminhos, dificuldades. A Clarissa começou no atletismo com a gente, depois migrou para o basquete e hoje está atuando profissionalmente na França e na seleção. É um belo exemplo de sucesso por meio do esporte na escola — lembra o professor, comemorando o sucesso da atleta, que foi campeã panamericana de basquete em 2019, em Lima, do pré-olímpico de 2011, em Neiva, na Colômbia, e do Sul-americano em 2013 e 2014.

Entusiasta da Educação Física, Cezar acredita que o papel deste educador é fundamental na formação dos indivíduos, não só daqueles que se tornam atletas, uma vez que ensinamentos como respeito, companheirismo e lealdade são a base de qualquer prática esportiva. Todos esses ensinamentos, segundo ele, podem ser utilizados em todas as áreas do desenvolvimento humano dos alunos, e tópicos como socialização e integração dos alunos devem ser um dos focos da aprendizagem esportiva.

Para o professor, outra vantagem da disciplina é o destaque à importância do coletivo. Pilar de grande parte das modalidades esportivas, a experiência de estimular a divisão de ideias, táticas e expectativas é uma das mais valiosas do esporte. Segundo ele, todo esse aprendizado reflete, ainda, no desempenho dos alunos na escola.

— O maior incentivo tem que vir do próprio esporte, tem que andar junto com a educação, paralelo. A gente faz esse acompanhamento para saber como o aluno está na escola também, onde ele precisa melhor, se tem se dedicado, conversando com os professores de outras disciplinas, e você cria esse intercâmbio entre os as áreas. E o aluno leva cultura, leva educação, porque a disciplina que o esporte pressupõe traz esses ensinamentos. Ensina a ter respeito ao próximo, e a si mesmo também. Estimula a educação do atleta, porque isso é fundamental na trajetória dele. Precisa aprender a perder e a ganhar, respeitando o adversário, porque, no esporte, a base de tudo é o respeito — ressalta o professor.

Aluna chegou às Olimpíadas de Londres

O professor confessa que, para ele, nada é mais prazeroso do que acompanhar o sucesso dos que passaram pelas suas aulas. Outro exemplo que Cezar destaca é a velocista Evelyn dos Santos. Atleta olímpica nos 200 metros rasos em Londres, em 2012, ela também fez parte da equipe feminina do revezamento 4 x 100 metros rasos, que quebrou o recorde sul-americano da prova.

— Ver o sucesso desses alunos nossos é uma realização para todos nós professores. Aquele menino que entrou na escola com a gente aos 10 anos saindo com 17, saindo para um projeto maior, mesmo que não seja no esporte. Você consegue ver que conseguiu ajudar todas aquelas pessoas, por meio de tudo aquilo que elas conseguem conquistar, seja na área que for. Isso é uma realização para a gente — celebra.

Mesmo com a pandemia de Covid-19, que comprometeu a realização de uma série de atividades esportivas, principalmente as competições entre escolas, o professor segue otimista de que é possível que os torneios possam ser retomados no segundo semestre:

— As escolas acabaram sendo muito atingidas pela pandemia. A gente está há muito tempo nesse processo, mas a pandemia acabou atrapalhando essa continuidade, o que acaba comprometendo os projetos também, porque ficam todos parados. Agora, a gente fica na expectativa de voltar no segundo semestre.