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Eduardo Leite minimiza vantagem de Lula e Bolsonaro em pesquisas: 'Eu não aparecia nem no segundo turno em 2018'

·2 minuto de leitura

BRASÍLIA - O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, formalizou simbolicamente, nesta terça-feira, a disputa às prévias do PSDB à Presidência da República e minimizou a vantagem do ex-presidente Lula e do presidente Jair Bolsonaro, que aparecem respectivamente em primeiro e segundo lugar no último levantamento divulgado pelo Datafolha.

Segundo o tucano, um ano antes de vencer a eleição ao governo em 2018, as pesquisas não o colocavam sequer no segundo turno. Tanto Leite quanto o presidente do PSDB, Bruno Araújo, que também participou do evento, veem como pouco provável a adesão do PSDB a atos anti-Bolsonaro convocados por PDT, PT e PSB.

- O segundo turno à Presidência não será entre Lula ou Bolsonaro. Neste momento, as pessoas não estão preocupadas com eleição, mas com vacina e problemas como a inflação. Com os debates, a população conhecerá os outros candidatos. É prematuro tirar qualquer conclusão das pesquisas agora. Se olhar um ano antes da minha eleição, eu não estaria nem no segundo turno no Rio Grande do Sul - disse Leite, durante evento que contou com a presença do presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo.

Ainda sobre as pesquisas, Leite afirmou que os levantamentos apontam uma alta rejeição de Bolsonaro e Lula.

- Pouco se fala da polarização na rejeição. As pessoas estão cansadas dessa guerra de polarização. As pessoas querem superar isso.

Indagado sobre o convite feito por PT, PDT e PSB para que o PSDB e outros partidos de centro e centro-direita participem de atos anti-Bolsonaro em outubro e novembro, tanto Leite quanto Bruno Araújo não demonstraram que haverá adesão tucana.

- Ainda não discutimos isso no partido, mas majoritariamete há resistências no PSDB de participar de atos com o PT, legenda com a qual não temos alinhamento. Uma coisa é participar de atos que não demarquem iniciativa de partidos políticos, outra é participar de atos convocados por partidos. Ressalto que os nossos filiados são livres para se manfifestar - pontuou Bruno Araújo.

Leite complementou o raciocínio do presidente do partido.

- Conheço manifestantes que foram em atos anti-Bolsonaro semanas atrás e saíram pouco tempo depois porque, nesses atos, começaram a distribuir adesivos com inscrição "volta Lula". E é importante reforçar que Bolsonaro é resultado de uma política do PT, sobretudo do ex-presidente Lula - disse Leite.

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