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Assim como o irmão Carlos, Eduardo Bolsonaro pagou R$ 150 mil em dinheiro vivo em compra de imóveis

·3 minutos de leitura
Foto: AP Foto/Eraldo Peres
Foto: AP Foto/Eraldo Peres

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) pagou durante a aquisição de dois apartamentos comprados na Zona Sul do Rio de Janeiro, entre 2011 e 2016, um total de R$ 150 mil em espécie, que corrigido com a inflação equivale a R$ 196,5 mil. O valor diz respeito a uma parte do pagamento dos imóveis. As informações são do jornal O Globo.

As informações constam das escrituras públicas obtidas pelo veículo em cartórios fluminenses. A compra mais recente foi realizada por Eduardo em 2016, quando ele estava no seu primeiro mandato como deputado federal.

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Em dezembro de 2016, Eduardo esteve no cartório do 17º Ofício de Notas, no Centro do Rio, para registrar a escritura de um apartamento comprado em Botafogo no valor de R$ 1 milhão. No documento ficou registrado que ele já tinha dado um sinal de R$ 81 mil pelo imóvel e que estava pagando "R$ 100 mil neste ato em moeda corrente do país, contada e achada certa".

Segundo o Globo, na escritura ficou registrado ainda que ele iria pagar outros R$ 18,9 mil seis dias depois. A maior parte, R$ 800 mil, foi quitada com financiamento junto à Caixa Econômica Federal.

Com o objetivo de evitar cobranças futuras, a escrevente do cartório ainda registrou sobre o pagamento em espécie de R$100 mil: "plena, rasa, geral e irrevogável quitação dessa quantia, para nada mais reclamar com relação a venda que ora é feita".

Apartamento em Copacabana e irmãos investigados

Três anos antes de ser eleito deputado, Eduardo Bolsonaro comprou outro apartamento em Copacabana em fevereiro de 2011. De acordo com a apuração do Globo, o apartamento foi vendido por R$ 160 mil e na escritura ficou anotado que o pagamento ocorreu por meio de um cheque administrativo de R$ 110 mil. O valor restante foi descrito pelo escrivão como: "R$ 50 mil através de moeda corrente do país, tudo conferido, contado e achado certo, perante mim do que dou fé".

A escritura desse imóvel de Copacabana também deixou registrado que ele foi vendido por um valor inferior ao que a prefeitura avaliava à época. No documento, de acordo com o veículo, está descrito que a "Secretaria Municipal de Fazenda, para efeitos fiscais, avaliou o imóvel em R$ 228.223,64". O valor pago por Eduardo representou um desconto de 30% no imóvel.

Flávio Bolsonaro e Carlos, ambos do Republicanos e irmãos de Eduardo, são investigados pela Ministério Público do Rio de Janeiro pela prática de “rachadinha” e por um suposto esquema de “funcionários fantasmas". Eduardo não costa nesses inquéritos.

Nesta quarta-feira (23), o jornal Estado de S. Paulo revelou que o vereador Carlos Bolsonaro também teria pago R$ 150 mil em dinheiro por um imóvel em um cartório do Rio, em 2003, quando tinha apenas 20 anos de idade. O montante corresponde hoje a R$ 366 mil, corrigidos pelo IPCA.