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EDP Renováveis vende parque eólico no Nordeste por R$ 598 mi

Jader Lazarini
EDP Renováveis vende parque eólico no Nordeste por R$ 598 mi

Uma das subsidiárias da EDP (ENBR3), a EDP Renováveis, anunciou, nesta quarta-feira (12), que fechou a venda de seu parque eólico Babilônia, localizado na Bahia, a uma empresa do grupo Actis, por R$ 598 milhões.

A companhia do grupo português informou por meio de um comunicado que a transação envolveu um total de R$ 1,2 bilhão, considerando as dívidas atreladas ao ativo da EDP.

A venda foi concluída em meio ao plano da empresa de energia renovável de desinvestir em ativos para bancar novos investimentos no triênio de 2019-2022.

A EDP Renováveis detinha 100% do parque eólico, que tem capacidade de 137 megawatts e que operava desde o final de 2018. A companhia utilizava o empreendimento na Bahia para exercer os contratos de vendas da produção do parque por 20 anos, adquiridos em 2015 em um leilão realizado pelo governo.

Em contraponto, no início de janeiro, a companhia informou que fechou um acordo para um contrato de aquisição de energia por 19 anos para a venda da energia gerada pelo parque solar de Lagoa, na Paraíba. O parque solar adquirido tem uma capacidade total de 66 megawatts e deve iniciar suas atividades em 2022.

Engie e EDP Renováveis fecham joint-venture

A Engie (EGIE3) e as elétricas EDP concluíram um acordo para a criação de uma joint-venture em energia eólica “offshore”. A nova empresa terá operações tanto fixas quanto flutuantes, de acordo com o comunicado divulgado.

A assinatura do negócio, anunciada no final do mês passado, acontece oito meses depois de que a Engie e a EDP Renováveis anunciaram um memorando de entendimento para a formação da parceria, que “une a expertise industrial e a capacidade de desenvolvimento de ambas as companhias”, segundo comunicado.

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Segundo os comunicados, a joint-venture deve começar a operar ainda no primeiro trimestre deste ano, trabalhando “para se tornar uma importante líder global no setor.”

“O acordo anunciado está sujeito a determinadas condições precedentes, tais como o processo regulatório para aprovação da Comissão Europeia”, informou a EDP Renováveis.