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Edição genética prolonga a vida de camundongos; e planejam fazê-la em humanos

·3 minuto de leitura

A busca pela vida eterna — ou por uma vida mais duradoura — é o sonho de muitos e o objetivo de inúmeras pesquisas no mundo. Segundo uma equipe de cientistas israelenses, foi possível estender a expectativa de vida dos camundongos em 23% com um método de edição genética. Agora, o objetivo é replicar a descoberta em humanos.

Publicado na revista científica Nature Communications, o artigo dos pesquisadores da Universidade Bar-Ilan, em Tel Aviv, descobre que o fornecimento da SIRT6 — uma proteína responsável pelo reparo do DNA —diminui conforme a idade avança e isso resulta na perda de capacidade de organismos em obter energia através da gordura e do ácido láctico.

Tratamento israelense inovador ampliou em 23% a expectativa de vida de roedores com método de edição genética (Imagem: Reprodução/Twenty20photos/Envato Elements)
Tratamento israelense inovador ampliou em 23% a expectativa de vida de roedores com método de edição genética (Imagem: Reprodução/Twenty20photos/Envato Elements)

Experimento para prolongar a vida dos camundongos

Para avaliar a técnica que prolonga a vida dos roedores, a pesquisa israelense realizou um estudo com 250 camundongos, segundo o jornal The Times of Israel. No experimento, esses animais foram geneticamente modificados para aumentar a produção da proteína SIRT6,

Após o procedimento, os roedores se sentiram mais vivos e tiveram menos casos de câncer do que os ratos que não o fizeram. Além disso, o colesterol era, em média, mais baixo nos animais tratados com a técnica e eles apresentavam maior velocidade na hora de correr, segundo os estudos. Os efeitos foram maiores nos roedores do sexo masculino.

Descoberta pode valer para humanos?

Com base nos resultados da pesquisa, o cientista Haim Cohen, da Universidade Bar-Ilan, explicou que o objetivo, agora, é descobrir uma alternativa que aumente a produção da proteína em humanos. “As mudanças que vimos nos ratos podem ser traduzidas para os humanos e, se assim for, seria emocionante”, afirmou Cohen. “A mudança na expectativa de vida é significativa", explicou o cientista. Isso porque, se fosse possível replicar o salto de expectativa de vida dos roedores em humanos, a espécie humana poderia viver até os 120 anos, refletiu.

Para o estudo, a velhice é acompanhada por um aumento da debilidade um indivíduo. Por sua vez, essa debilidade pode ser observada a partir de cinco pontos: perda de peso não intencional; exaustão; fraqueza; caminhada lenta; e baixo nível de atividade física. "A disfunção metabólica, particularmente na capacidade de produzir energia, é um dos principais mecanismos subjacentes" desse processo, afirmam os autores do estudo. Forem estes os tópicos observados nos roedores e que devem ser contornados, caso o método possa ser replicado em humanos.

Novos tratamentos em desenvolvimento para a longevidade

Após aumentar os níveis da SIRT6 em camundongos através da modificação genética, Cohen e sua equipe investigam como compostos podem fazer o mesmo nos humanos. Segundo o cientista, a equipe pode estar apenas dois ou três anos de tornar a ideia realidade. “Estamos desenvolvendo pequenas moléculas que podem aumentar os níveis da SIRT6 ou tornar as quantidades existentes da proteína mais ativas”, explicou Cohen. “Elas poderão ser usadas ​​no futuro para lidar com o envelhecimento”, completou.

Para acessar o estudo sobre os efeitos de maiores níveis da proteína SIRT6 em camundongos, publicado na revista científica Nature, clique aqui.

Fonte: Canaltech

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