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Edição genética pode ajudar a combater a fome mundial; entenda

·2 min de leitura

A fome mundial tem sido uma procupação referente a diversas áreas, como a ciência. Nesse caso, pesquisadores vêm buscando soluções a partir da edição genética, que envolve o corte do DNA em um ponto específico para facilitar a remoção, adição, modificação ou substituição do material, sob a premissa de obter produções agrícolas mais fartas e ricas em nutrientes.

Um caso de edição genética na alimentação é o arroz dourado, desenvolvido no início dos anos 2000 por pesquisadores da ETH Zurich. O grão contou com uma adição de zinco, ferro e vitamina A, com a intenção de combater a desnutrição em partes do mundo onde o arroz é um alimento básico da dieta. Além disso, a deficiência de vitamina A pode enfraquecer o sistema imunológico e aumentar a vulnerabilidade a doenças como malária e sarampo.

Na prática, essa tecnologia pode ajudar a desenvolver plantas de maior rendimento, que necessitam de menos insumos químicos e mais resistentes a pragas e ao calor. A edição de genes também proporcionou facilidade no armazenamento, de modo que as produções não apodreceram tão rapidamente, o que reduz o desperdício de alimentos.

Edição genética contra a fome mundial

Pesquisas recentes demonstraram que a edição genética pode ajudar a combater a fome mundial (Imagem: Warren Umoh/Unsplash)
Pesquisas recentes demonstraram que a edição genética pode ajudar a combater a fome mundial (Imagem: Warren Umoh/Unsplash)

Especialistas já apontaram que o arroz, o milho e o trigo representam quase 60% da ingestão de energia do mundo, e um estudo publicado na revista Science sugeriu que a edição genética tem potencial para aumentar os rendimentos desses alimentos em até 10%.

Em agosto do ano passado, uma equipe da The University of Chicago inseriu um gene humano relacionado à obesidade em plantações de batatas para aumentar a safra, na tentativa de ajudar a combater a fome global — sem aumentar o impacto climático. Na prática, o grupo conseguiu criar safras 50% maiores.

Os cientistas ao redor do mundo reconhecem que a técnica pode ajudar a combater a desnutrição, mas reiteram que essa árdua tarefa é grandiosa demais para depender de uma única tecnologia. Do ponto de vista de alguns especialistas, a fome mundial só pode ser superada por meio de uma combinação de medidas tecnológicas, econômicas e sociais.

Uma inteligência artificial desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) busca justamente reunir esses fatores para combater a fome no mundo, ao encontrar as regiões mais suscetíveis a essa questão e prever possíveis desabastecimentos na agricultura. Para isso, a tecnologia conta com o auxílio de dados do IBGE, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da indústria alimentícia.

Fonte: Canaltech

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