Mercado fechará em 4 h 5 min

Ele foi de ambulante a empresário financeiro (e ainda comprou a empresa onde trabalhava)

EdCred, como é conhecido nas redes, trabalhou com quase tudo antes do sucesso com crédito consignado (Foto: Divulgação)

Por Melissa Santos

Nascido em Duque de Caxias, baixada fluminense do Rio de Janeiro, Ederson Soares sempre teve um sonho: ter uma carreira que lhe trouxesse dinheiro para não precisar mais passar necessidade. Para isso, ele começou a trabalhar desde cedo e passou por diferentes funções, de empacotador de supermercado a operador de telemarketing. Mas encontrou o sucesso em uma rede de empréstimos de crédito consignado.

SIGA O YAHOO FINANÇAS NO INSTAGRAM

"Cheguei a trabalhar no quartel da Marinha, mas como tinha muito claro para mim que queria ter uma boa vida financeira, resolvi sair! E foi nesse momento que abri minha primeira empresa de venda e entrega de cestas básicas", relembra.

Leia também

O negócio era bem-sucedido para Ederson, que chegava a faturar R$ 10 mil reais por mês, com a venda e entrega das cestas. O negócio começou a apresentar problemas quando seu amigo bateu com o carro que realizava as entregas. "Fiquei sem instrumento para trabalhar e recolher os pagamentos e comecei a quebrar", fala.

Ele mudou-se para Curitiba para vender móveis escolares e a pressão da família fez com que ele retornasse para o Rio em pouco tempo com a promessa de trabalhar em uma refinaria. "Não deu certo a oportunidade e, na sequência, descobri que seria pai. Estava com 23 anos sem trabalho fixo e nesse momento cheguei a trabalhar como pintor e com vendas", fala.

A cada negócio que não dava certo, Ederson mergulhava nos livros de negócios, empreendedorismo e economia para avaliar como ele podia ter mudado o curso do que aconteceu. "Li muitas histórias de empreendedores que quebraram e depois tiveram sucesso. Desistir nunca foi uma opção para mim. Na minha visão, para quem está no fundo do poço, a única forma de sair é escalá-lo. Nunca tive medo de não dar certo. Como sempre digo: o máximo que pode acontecer é dar errado", avalia.

Ele chegou a vender pau de selfie e não conseguiu fazer Uber por estar sem a carteira de motorista. Após outros negócios não tão bem-sucedidos, ele encontrou um emprego na área financeira em uma empresa de empréstimo consignado. "Me apliquei para a vaga e fui atrás do recrutador por várias vias até que ele me contratasse", relembra.

Ainda que não tenha batido as metas e sequer vendido um empréstimo no primeiro mês de trabalho, ele não desanimou. "Foi quando decidi trancar a faculdade de engenharia civil e me dedicar para esse negócio. Trabalhei em outras empresas do ramo e cheguei a dar cursos de como vender os empréstimos e ganhar uma comissão melhor", conta.

Foi assim que Ederson conseguiu juntar dinheiro para abrir uma sala comercial e, em três meses, já estava com 15 funcionários. "Nessa época, todo escritório foi montado com peças usadas, inclusive os computadores que tínhamos! Eu chegava mais cedo para limpar o espaço!", relembra.

Quase dois anos depois da inauguração, ele até comprou uma das empresas que trabalhou! "Chegamos a fundir posteriormente e, nesse mercado, cada ação é importante e pode ser crucial pro sucesso. Portanto, foi quando decidi vender minha parte e criar a Brafin, sem sócios", conta.

Especializada em crédito consignado, a Brafin é uma associação de crédito focada em atender aposentados e pensionistas do INSS, servidores públicos, assalariados, autônomos e microempresários para proporcionar soluções financeiras. "Em dois meses, já tínhamos 15 franquias"

Foi nesse período que nasceu a alcunha Ed Cred, que ele usa em seus perfis nas redes sociais, espaço em que conta sua história de vida e dá dicas de empreendedorismo. "Já tenho mais de 50 mil seguidores. Falo dos meus erros e acertos e, para mim, não tem essa mimimi. Todos têm oportunidade de fazer a diferença", avalia.

Ele também aproveitou o sucesso para abrir a Tratuss, empresa de gerenciamento da carreira de atletas. E ele não quer parar por aí e tem planos de expansão para suas duas empresas. “Vamos expandir e fortificar em todo o sudeste com as lojas da Brafin, logo após, em todas as capitais do Brasil. Já com a Tratuss, estamos iniciando nesse ramo de gerenciamento de atletas, chegando devagar, fazendo boas parcerias e estruturando cada vez mais nosso projeto. Mas o diferencial será sempre a nossa forte credibilidade, seja em qualquer negócio.”