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Ed Force One | Que fim teve o avião do Iron Maiden?

O Iron Maiden é um dos grupos de rock mais longevos e badalados de todos os tempos, e em 2025 completará 50 anos de estrada. Para se locomover de um local para o outro, a banda costumava utilizar um avião próprio, batizado de Ed Force One. E é sobre esta aeronave que falaremos neste conteúdo especial do Canaltech.

O Ed Force One, na verdade, não foi somente um avião. Foram três. O nome nasceu de um combinação entre o personagem Eddie, que estampa todas as capas da discografia do Iron, e o Air Force One, avião oficial do presidente dos Estados Unidos. A escolha foi por meio de uma votação online no site da própria banda.

Nenhum deles, no entanto, está atualmente em atividade. O Boeing 747-400, último exemplar do Ed Force One a transportar a banda pelo mundo, foi aposentado em 2022, quase que ao mesmo tempo em que Bruce Dickinson, vocalista do Iron, anunciou que também não pilotaria mais a aeronave (sim, ele é piloto profissional e era o comandante em diversos voos do grupo).

Boeing 757-200 foi um dos aviões batizados como Ed Force One pelo Iron Maiden (Imagem: Reprodução/Aero Ícarus)
Boeing 757-200 foi um dos aviões batizados como Ed Force One pelo Iron Maiden (Imagem: Reprodução/Aero Ícarus)

Mas, afinal, o que aconteceu com o Ed Force One? Que fim teve o avião do Iron Maiden? Será que viraram sucatas, foram vendidas para um colecionador ou estão paradinhas em um hangar por aí? É isso o que descobriremos a seguir.

Modelos dos aviões Ed Force One

O primeiro Ed Force One foi um Boeing 757-200 da Astraeus Airlines, empresa que teve o vocalista e líder do Iron Maiden, Bruce Dickinson, em seu quadro de pilotos profissionais. Ele voava sob o prefixo oficial G-OJIB, e foi usado na turnê Somewhere Back in Time, que rodou o mundo entre 2008 e 2009. Sua história virou tema de um documentário, batizado de “Iron Maiden: Flight 666''.

O segundo Ed Force One também foi um Boeing 757-200, este sob o prefixo G-STRX. Alugado pelo Iron para a turnê The Final Frontier em 2011, o avião também ganhou um documentário próprio, chamado “Behind the Beast”, em 2012.

Os dois primeiros Ed Force One do Iron Maiden precisaram passar por modificações estruturais antes de se juntarem à banda. Afinal, além de pesarem 57,84 toneladas cada, precisavam de reforço para carregar os integrantes do grupo, a comitiva e as 12 toneladas de equipamentos.

Boeing 747-400 chegou ao Iron por meio da Air Atlanta Icelandic, e era colossal (Imagem: Divulgação/Iron Maiden)
Boeing 747-400 chegou ao Iron por meio da Air Atlanta Icelandic, e era colossal (Imagem: Divulgação/Iron Maiden)

O terceiro e último Ed Force One oficial foi ainda mais imponente: um Boeing 747-400, que voava sob o prefixo F-GITH, da Air France, mas chegou ao Iron vindo da Air Atlanta Icelandic. Ele media 70,7 metros de comprimento e pesava quase 180 toneladas.

O Ed Force One “Terceiro” foi utilizado pelo Iron Maiden na turnê The Book Of Souls, e chegou a passar por 5 cidades brasileiras durante sua excursão mundial, em 2016. No total, foram mais de 88.500 quilômetros percorridos em viagens por 35 países até o fim da temporada de shows.

O que aconteceu com os três Ed Force One?

Os destinos dos três aviões do Iron Maiden foram diferentes. A primeira geração do Ed Force One, assim que deixou de servir a banda de rock, foi alugada para a Saudi Arabian Airlines e, posteriormente, para a Thomas Cook Airlines, antes de ser vendida para a FedEx, em 2012.

O segundo Ed Force One teve um fim mais triste, e acabou encostado em um armazém em Phoenix até ser desmontado e vendido como sucata. O terceiro e último avião do Iron Maiden foi devolvido para a antiga proprietária em 2016 e, em 2022, entregue para a Air Salvage para ser desmontado e também virar sucata.

Último avião a ser batizado de Ed Force One também teve o desmanche como destino (Imagem: Divulgação/Iron Maiden)
Último avião a ser batizado de Ed Force One também teve o desmanche como destino (Imagem: Divulgação/Iron Maiden)

Comandante Bruce Dickinson

Bruce Dickinson sempre foi apaixonado por aviação, antes mesmo de se juntar ao Iron Maiden e, em 1998, tirou seu brevê. Desde então, passou a acumular também a função de Comandante Dickinson (embora não goste de ser chamado assim).

Bruce Dickinson pilotou desde um pequeno Cessna 152 até o gigantesco 747-400. Aposentado da função desde 2022, hoje é ligado à aviação por meio da Caerdav, empresa fundada por ele para manutenção de aeronaves em 2012, sob o nome Cardiff Aviation. “Agora sou motorista no banco traseiro”, brincou.

Durante sua trajetória de mais de 20 anos como piloto profissional, Dickinson acumulou aproximadamente 7.000 horas de voo. “Todo menino tem uma fantasia. Meus heróis eram capitães de submarinos, pilotos de teste, astronautas e pilotos de caça”, declarou, à Business Jet.

Bruce Dickinson pilotou e elogiou avião da Embraer (Imagem: Divulgação/Embraer)
Bruce Dickinson pilotou e elogiou avião da Embraer (Imagem: Divulgação/Embraer)

Curiosidades sobre os aviões Ed Force One

  1. Todos são muito caros: Segundo informações da Metal Hammer, os dois primeiros Ed Force One eram avaliados em cerca de US$ 65 milhões, enquanto o último avião do Iron Maiden custava a bagatela de US$ 250 milhões.

  2. Ed Force One “temporário”: Em 2018 a Embraer convidou o vocalista Bruce Dickinson para experimentar um jato executivo Legacy 500. A empresa estampou o nome Iron Maiden e o rosto de Eddie nas laterais. Ao fim do voo, o “comandante Dickinson” autografou o avião com a mensagem: “Best Embraer Jet. Well Done” (“Melhor jato da Embraer. Muito bem”).

  3. Homenagem à “Besta”: A data da última viagem oficial do Ed Force One como avião do Iron Maiden, não por acaso, foi no dia 06/06/2016, uma alusão clara à música “The Number of The Beast".

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Como “nasceu” o mascote Eddie?

Quem é apaixonado por rock, especialmente os clássicos, pode até não gostar do som do Iron Maiden, mas certamente conhece Eddie “The Head”, mascote que ilustra todas as capas da imensa discografia. Mas vocês sabem como o Ed “nasceu”, e em quem ele foi inspirado?

Eddie era somente uma cabeça no início. Por isso o “sobrenome” The Head (A Cabeça, em português). Obra do desenhista Derek Riggs, o mascote mais famoso do mundo do rock por pouco não foi “muso inspirador” do movimento punk.

Segundo o site wikimetal, Riggs se inspirou no movimento punk para desenhar Eddie, que tinha um rosto em decomposição para ilustrar que a juventude da época “estava sendo desperdiçada e jogada no lixo”. O problema é que nenhuma banda aceitou “adotar” Eddie após um ano em meio de buscas incessantes.

Eddie em suas muitas formas, na capa do álbum The Trooper (Imagem: Divulgação/Iron Maiden)
Eddie em suas muitas formas, na capa do álbum The Trooper (Imagem: Divulgação/Iron Maiden)

Veio, então, o convite para uma reunião com o Iron Maiden. A banda se apaixonou pela figura macabra e Eddie se transformou em um monstro mundialmente conhecido e idolatrado a partir de 1980, quando ilustrou a capa do single Running Free.

Além de Derek Riggs, outros ilustradores deram vida a Eddie nos álbuns do Iron Maiden: Melvyn Grant e Hugh Syme. Outra curiosidade é que Nicko McBrain, baterista que substituiu provisoriamente Clive Burr em 1982, fez sua estreia na banda “vestido” com uma máscara de Eddie, justamente para não mostrar aos fãs que a formação original havia sido modificada.

Fonte: Canaltech

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