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Economista dá dicas de como se planejar financeiramente de acordo com sua realidade

·3 min de leitura
A economista Gabriela Chaves. (Foto: NoFront/Divulgação)
A economista Gabriela Chaves. (Foto: NoFront/Divulgação)
  • Gabriela Chaves, fundadora da NoFront - Empoderamento Financeiro, mostra como a relação com o dinheiro impacta a vida de pessoas negras e como contornar situações difíceis

  • A economista explica que quando as pessoas buscam planejamento financeiro desconectado de suas realidades, se frustram por não conseguirem o que desejavam

  • A NoFront ensina economia e planejamento financeiro, gratuitamente, nas redes sociais. Além disto, a iniciativa disponibilizará formações em 2022

“Organização das finanças é fundamental para iniciar o ano com tranquilidade, ainda mais em um momento de crise econômica”, diz a economista Gabriela Chaves, fundadora e CEO da NoFront - Empoderamento Financeiro. De acordo com a empresária, o primeiro passo para fazer planejamento financeiro é identificar quais são as fontes de renda mensais, como trabalho formal ou informal.

“Acompanhar e entender as entradas de dinheiro é importante, pois a desorganização financeira muitas vezes é fruto de uma remuneração muito baixa e não de uma má gestão”, afirma Gabriela.

A NoFront ensina economia e planejamento financeiro, gratuitamente, nas redes sociais. Além disto, a iniciativa disponibilizará formações em 2022, por meio do NoFront Social, para grupos minorizados como pessoas negras, indígenas, em situação de vulnerabilidade social, LGBTQIA+, mães solo, mulheres, jovens e desempregadas.

Atualmente, pessoas negras representam 72,9% dos desocupados do país, de um total de 13,9 milhões de pessoas nessa situação. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que analisou o quarto trimestre de 2020, período que compreende os meses de outubro a dezembro.

Levantamento feito pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), mostrou que, para 49% da população, a desigualdade social é o fator que mais contribui para desencadear ou agravar problemas de saúde mental na população negra. De acordo com a pesquisa, pelo menos 80% das pessoas entendem que o racismo é prejudicial ao desenvolvimento econômico local. O estudo, que entrevistou 800 moradores da cidade de São Paulo em agosto de 2021, mostrou que negros não conseguem atingir seu pleno potencial devido aos diversos obstáculo a serem ultrapassados.

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Gabriela explica que quando as pessoas buscam planejamento financeiro desconectado de suas realidades, se frustram por não conseguirem o que desejavam, afetando a saúde mental e o bem-estar. A especialista contextualiza que falar sobre dinheiro e saúde mental ainda é um tabu para muitos, mas é preciso falar sobre. O dinheiro facilita a compra de alimentos e possibilita o acesso à educação, serviços de saúde, lazer, transporte e moradia.

“Preocupações com o dinheiro para a alimentação do dia seguinte, pagamento das contas no fim do mês e desemprego geram estresse, ansiedade e podem levar a casos de depressão”, diz a economista.

Diante disto, a economista dá dicas para quem quer se organizar financeiramente de forma consciente e de acordo com o contexto de cada pessoa.

1 - identificar as fontes de renda: Saber de onde vem seu recurso, como trabalho formal ou informal.

2 - Reduzir gastos e/ou obter uma fonte de renda extra: Com os salários baixos e uma renda curta no fim do mês, muitos recorrem aos empréstimos ou acumulam dívidas para comprar o básico para sobreviver. Assim, é importante obter uma renda extra, reduzir gastos ou realizar economias que diminuam os valores das contas de cartão de crédito.

3 - Ter uma reserva de emergência: Para criar uma reserva de emergência é preciso calcular o custo básico de vida como moradia, alimentação, saúde e transporte. O ideal é que guarde pelo menos seis vezes esse valor, mas pode começar guardando o que consegue. Isto garante, no caso de desemprego, que você tenha seis meses de sobrevivência mínima garantidos.

4 - Definir objetivos: Avalie quais são os seus planos financeiros para 2022, como pagar despesas, quitar dívidas ou realizar um sonho. Estabeleça suas metas e prazos, por exemplo, defina um tempo para quitar dívidas ou fazer investimentos.

5 - Aprender mais sobre educação financeira: Entender de finanças é fundamental para se ter uma melhor relação com o dinheiro. Nem sempre se consegue pagar por um curso, mas a internet e a própria iniciativa da Nofront podem ajudar a conquistar esses conhecimentos.

6 - Cuidar da saúde mental: Desemprego, endividamento, poucos recursos são fatores de extresse e angústia. Milhões de pessoas têm passado por isso, já que, inclusive o Estado brasileiro está endividado. Busque apoio psicológico em instituições que oferecem o serviço sem custos e tenha consciência que esses momentos delicados são temporários.

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