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Economia retrai 0,27% em setembro, diz indicador do BC

·2 min de leitura
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 25.04.2013 - Fachada do Banco Central, no Setor Bancário Sul, em Brasília. (Foto: Sérgio Lima/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 25.04.2013 - Fachada do Banco Central, no Setor Bancário Sul, em Brasília. (Foto: Sérgio Lima/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A atividade econômica retraiu 0,27% em setembro em relação ao mês anterior, de acordo com o indicador IBC-Br do Banco Central, divulgado nesta terça-feira (16). No ano, contudo, o índice acumula alta de 5,88%.

O indicador mostra recuo na retomada do setor produtivo no terceiro trimestre deste ano, com queda de 0,14% em relação ao mesmo período de 2020. No acumulado dos 12 meses até agosto, a economia avançou 4,22%.

Este é o segundo resultado negativo seguido. Em agosto, houve queda de 0,29%. No mês passado, o BC divulgou que o a retração seria de 0,15%, mas o dado foi revisado.

A série passa por revisões frequentes. Os ajustes normalmente são residuais, mas, de acordo com o BC, nos últimos meses a diferença tem sido maior em razão dos choques causados pela pandemia de Covid-19.

Os dados podem ser diferentes dos informados anteriormente porque a série passa por revisões frequentes. Os ajustes normalmente são residuais, mas, de acordo com o BC, nos últimos meses a diferença tem sido maior em razão dos choques causados pela pandemia de Covid-19.

O dado de julho, por exemplo, passou de alta de 0,60% (antes do ajuste) para 0,23% na primeira revisão. Na publicação desta terça, o crescimento passou para 0,18% no mês. Em junho a variação foi ainda maior -passou de 1,14% para 0,92% na revisão de setembro e 0,23% no mês passado. Agora, ficou em 0,22%.

Em março deste ano, mês marcado por novas rodadas de lockdowns em razão do agravamento da pandemia de Covid-19, a economia encolheu 1,77%, segundo o indicador, mas voltou a crescer em abril, com 0,49%, e manteve números positivos até julho.

O número é calculado com ajuste sazonal, que remove especificidades de um mês, como número de dias úteis, para facilitar a comparação com outros períodos.

Após o início da pandemia, o fechamento dos comércios e o distanciamento social afetaram a economia. Com a reabertura e flexibilização das medidas restritivas, a atividade entrou em ritmo de recuperação.

Em março do ano passado, quando o vírus chegou ao país, houve redução de 5,90% no setor produtivo, segundo informado na época, já sob efeito do distanciamento social. Após a última revisão, a variação foi para queda de 4,71%.

O pior resultado foi registrado em abril de 2020, quando a economia caiu 9,73% (9,87% com revisão), nível mais baixo desde outubro de 2006 e maior queda entre um mês e outro em toda a série histórica, iniciada em 2003.

O IBC-Br mede a atividade econômica do país e é divulgado desde março de 2010. Ele foi criado para auxiliar em decisões de política monetária, já que não existe outro dado mensal de desempenho do setor produtivo.

O indicador do BC leva em conta o desempenho dos principais setores da economia: indústria, agropecuária e serviços.

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