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Economia europeia só volta a nível pré-pandemia após 2022, prevê UE

ANA ESTELA DE SOUSA PINTO
·4 minuto de leitura

BRUXELAS, BELGICA (FOLHAPRESS) - "Agora sabemos com certeza que não teremos uma recuperação em forma de V", afirmou o responsável pela área econômica da União Europeia, o comissário Paolo Gentiloni. Nas previsões mais recentes da Comissão Europeia, divulgadas nesta quinta (5), quase metade dos 27 Estados-membros do bloco só recuperará depois de 2022 o nível de PIB anterior à pandemia de coronavírus. Entre os maiores Estados-membros, só Alemanha e Polônia devem recuperar os níveis da economia antes do final de 2022. O PIB alemão deve ter contração menor que a média em 2020, de 5,6%, e uma nova recuperação no consumo, na indústria e nas exportações trará aumento de 3,5% em 2021 e 2,6% em 2022, segundo a UE. Para o bloco como um todo, a recuperação será "interrompida e incompleta", afirmou a UE, com base em dados disponíveis até 22 de outubro. O bloco ressaltou que a segunda onda de coronavírus e as medidas de restrição tornam as projeções de crescimento "sujeitas a um grau extremamente elevado de incerteza e riscos". Nas estimativas da Comissão Europeia, a economia da UE vai se contrair 7,4% em 2020, antes de se recuperar com um crescimento de 4,1 % em 2021 e de 3% em 2022. Já nos 19 países que usam o euro como moeda, a economia encolherá ligeiramente mais, 7,8% em 2020, antes de crescer 4,2% em 2021 e 3% em 2022. Os números para 2020 são melhores que os da previsão feita no trimestre anterior, mas mais pessimistas para o próximo ano. Se se concretizarem, o peso relativo da União Europeia na economia global deve cair. Gentiloni afirmou que, para o resto do mundo (excluindo a UE), a estimativa é de contração de 3,8% em 2020, recuperação de cerca de 4,7% em 2021 e de 3,7% em 2022. O cenário de referência usado nas previsões considera que medidas de restrição permanecerão em vigor em algum grau ao longo pelo menos do próximo ano. Também supõe que não haverá acordo entre União Europeia e Reino Unido nas negociações do brexit, o que levaria o comércio entre os ex-parceiros a ser feito de acordo com as regras de nação mais favorecida da OMC a partir de 1 de janeiro de 2021. A comissão produziu dois cenários alternativos à previsão básica, um em que uma vacina ou um tratamento eficaz para Covid-19 ficam disponíveis a partir do primeiro trimestre de 2021 e outro em que as crises de saúde e econômica se aprofundam e se prolongam. Gentiloni afirmou que a recessão da Europa no primeiro semestre de 2020 foi a mais profunda da história, superando a que se seguiu à quebra da Bolsa de Nova York, em 1929. A contração foi desigual entre os Estados-membros, e o resultado só não foi pior graças às medidas políticas para amortecer o impacto da crise para trabalhadores e empresas. "Além disso, uma política monetária altamente acomodatícia apoiou o financiamento de mercado, bem como os empréstimos bancários. Para apoiar a confiança e a recuperação, é essencial que as políticas monetária e fiscal continuem a trabalhar em conjunto", disse o comissário. Os dados mensais da União Europeia mostram que partes da indústria, construção e comércio a varejo se recuperaram vigorosamente durante o verão, impulsionadas pela forte demanda reprimida. Serviços que dependem de contatos pessoais próximos, porém, permaneceram em nível mais baixo, por causa de mudanças no comportamento do consumidor e redução na procura por viagens, turismo, restaurantes e entretenimento. "A perda de empregos e o aumento do desemprego têm prejudicado gravemente a subsistência de muitos europeus", afirma o relatório, apesar dos programas de auxílio de governos europeus. De acordo com a comissão, o desemprego deverá continuar a aumentar em 2021, à medida que os estados-Membros eliminem as medidas de emergência e novas pessoas entrem no mercado de trabalho. Uma melhora deve vir em 2022 com a recuperação da economia. Os cálculos são de que a taxa de desemprego na UE suba de 6,7% em 2019 para 7,7% em 2020 e 8,6% em 2021, antes de cair para 8,0% em 2022 Consumo privado também deve se recuperar no próximo dois anos, segundo Gentiloni, "à medida que as famílias liberem gradualmente a poupança acumulada e ajustem seus padrões de gasto". O investimento deverá ter uma recuperação gradual, impulsionado pela política monetária de juros baixos, pelo aumento do investimento público e pelos esquemas de apoio governamental às empresas. Ao contrário do que ocorreu em recuperações anteriores, a economia europeia não poderá contar com a demanda externa, já que a pandemia atingiu todos os países e afetou as exportações.