Mercado fechará em 4 h 12 min
  • BOVESPA

    109.806,93
    -325,60 (-0,30%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    42.200,59
    0,00 (0,00%)
     
  • PETROLEO CRU

    45,27
    -0,44 (-0,96%)
     
  • OURO

    1.811,00
    +5,50 (+0,30%)
     
  • BTC-USD

    16.884,59
    -1.094,58 (-6,09%)
     
  • CMC Crypto 200

    329,79
    -40,72 (-10,99%)
     
  • S&P500

    3.629,65
    -5,76 (-0,16%)
     
  • DOW JONES

    29.872,50
    -173,77 (-0,58%)
     
  • FTSE

    6.373,93
    -17,16 (-0,27%)
     
  • HANG SENG

    26.819,45
    +149,70 (+0,56%)
     
  • NIKKEI

    26.537,31
    +240,45 (+0,91%)
     
  • NASDAQ

    12.196,50
    +44,25 (+0,36%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3308
    -0,0069 (-0,11%)
     

Economia europeia ensaia reação apesar de temores por segunda onda da pandemia

·3 minuto de leitura
Bar em Paris, França, em 28 de outubro de 2020
Bar em Paris, França, em 28 de outubro de 2020

A economia europeia registrou no terceiro trimestre de 2020 uma forte reação na comparação com o período anterior, com um crescimento recorde de 12,7% na Eurozona, apesar das preocupações com o impacto da segunda onda da pandemia de coronavírus.

De acordo com a agência europeia de estatísticas Eurostat, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro teve no terceiro trimestre o melhor desempenho desde o início da série histórica em 1995, depois da queda expressiva de 11,8% no trimestre anterior.

O PIB do terceiro trimestre ainda é, no entanto, 4,3% inferior ao do mesmo período do ano anterior.

A Eurozona é composta por 19 países da UE que adotaram a moeda única. Graças a acordos específicos, Vaticano, Andorra, Mônaco e San Marino adaptaram o euro como sua moeda comum, mas não são considerados parte da Eurozona.

Para os 27 países da UE, a Eurostat anunciou um crescimento de 12,1% no terceiro trimestre em relação ao período anterior.

A Europa enfrenta uma severa segunda onda da pandemia de coronavírus e alguns países do bloco voltaram a adotar restrições drásticas, algo que pode se prolongar por todo inverno (hemisfério norte).

Discutido na quinta-feira (29) pelos líderes europeus em uma videoconferência, o cenário de um novo ciclo de restrições encarna as preocupações com o contínuo efeito econômico na região.

Estas medidas afetariam diretamente o último trimestre do ano.

Na terça-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, admitiu que a situação de saúde no bloco é "muito séria", mas também expressou a confiança de que "ainda podemos frear a propagação do vírus, se cada um cumprir sua responsabilidade".

Individualmente, a Eurostat apontou a França como o país com o maior crescimento sobre o trimestre anterior (+18,2%), seguido da Espanha (+16,7%) e Itália (+16,1%).

No segundo trimestre, o PIB da Espanha desabou 17,8%. Em ritmo anual, porém, o PIB recua 8,7% na comparação com o mesmo período de 2019, sinal de que a quarta economia da zona do euro ainda está longe de recuperar o momento anterior à crise de saúde.

Além disso, o país entra no último trimestre do ano envolvido com medidas severas de contenção para frear a propagação da pandemia.

No caso da Itália, o forte crescimento do terceiro trimestre veio depois da queda de 13% nos três meses anteriores.

País da zona do euro mais afetado pela pandemia - com mais de 38.000 mortes -, a Itália calcula que este ano sofrerá a pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial, com uma queda do PIB de entre 9% e 11,5%.

Ao mesmo tempo, a Alemanha, locomotiva econômica da Europa, teve no terceiro trimestre um avanço de 8,2% na comparação com o período anterior, quando havia registrado um retrocesso de 9,8%.

De acordo com a Eurostat, o PIB alemão ainda está -4,2% abaixo do terceiro trimestre de 2019.

A agência de estatísticas anunciou que a inflação na Eurozona em outubro voltou ao terreno negativo, de -0,3%, pelo terceiro mês consecutivo, e a taxa de desemprego permaneceu estável em 8,3%.

ahg-bur/eg/fp/tt