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Economia dos EUA criou 850.000 vagas em junho, mais que o esperado

·3 minuto de leitura
Aumento do emprego nos Estados Unidos se acelerou em junho de 2021

A economia dos Estados Unidos criou mais empregos do que o esperado em junho, mas o mercado de trabalho está longe de se recuperar da pandemia - disse o Departamento de Trabalho nesta sexta-feira (2), relatando um leve aumento no índice de desemprego.

No total, foram criados 850 mil vagas, em comparação com as 680 mil esperadas pelos analistas.

"Este é um progresso histórico, que tira nossa economia da pior crise em 100 anos", declarou o presidente democrata Joe Biden em entrevista coletiva.

"É claro que estamos no caminho certo", acrescentou ele, saudando que as previsões de crescimento para 2021 foram revisadas para cima pelo Departamento de Orçamento do Congresso e pelo FMI.

O crescimento econômico ultrarrápido "não acontece por acaso ou acidente", disse ele. "É (fruto do) nosso plano econômico. Nossa estratégia de vacinas. Nosso plano de resgate americano", enfatizou.

A taxa de desemprego chegou, no entanto, a 5,9% (+0,1 ponto), com 9,5 milhões de pessoas desocupadas.

"Esses dados estão consideravelmente abaixo de seus picos de abril de 2020, mas se mantêm muito acima de seus níveis antes da pandemia do coronavírus", afirmou o Departamento do Trabalho em um comunicado, lembrando que, em fevereiro de 2020, a taxa de desemprego era de 3,5% e 5,7 milhões de pessoas estavam sem trabalho.

Os números oficiais dão apenas uma visão fragmentada da situação para o mês que acaba de terminar, já que os dados são coletados apenas para a primeira quinzena do mês.

Como era esperado, houve ganhos trabalhistas "notáveis" nos setores de lazer e hotelaria, os mais afetados pelas medidas restritivas relacionadas à covid-19. Graças a uma campanha de vacinação eficaz, muitas empresas puderam reabrir rapidamente.

Outras conquistas importantes foram no ensino público e privado, com a reabertura de muitas escolas anunciada para o início do próximo ano letivo no final do verão (inverno no Brasil).

Os economistas esperavam um relatório bem sólido sobre emprego, com alguns prevendo até um milhão de novos postos.

O mercado de trabalho continua enfrentando, porém, dificuldades sem fim. Existe um desajuste entre as vagas disponíveis e o perfil dos desempregados; muitos não conseguem voltar a trabalhar, porque não têm como cuidar dos filhos, ou porque ainda têm medo se ser contaminado com a covid-19.

Algumas pessoas desempregadas têm outras aspirações profissionais e, por isso, decidiram tirar um tempo, em vez de aceitarem qualquer oferta. E há os que não querem voltar para o escritório e buscam um emprego que possibilite o teletrabalho.

Diante da demanda e do aumento da atividade, os empregadores estão aumentando o número de ofertas com bonificações, ou vantagens, de modo a motivar os candidatos.

Os republicanos, opositores de Biden, culpam os muito generosos auxílios-desemprego concedidos desde o início da pandemia, que permitiram que alguns desempregados pouco qualificados ganhassem mais do que quando tinham empregos mal remunerados.

Os estados republicanos começaram a antecipar a retirada desses benefícios, mas seu impacto real será visto somente nos dados de julho.

Em junho, a taxa de participação no mercado de trabalho permaneceu inalterada em 61,6%, ou seja, 1,7 ponto percentual a menos do que em fevereiro de 2020, antes do início da pandemia.

Dt/eb/ad/yo/tt

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