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Economia comemora alta do PIB e vê robustez para crescimento maior

*Arquivo* SÃO PAULO, SP, 19.12.2021 - PIB cresce 1,2% no segundo trimestre de 2022 com volta de serviços no Brasil. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
*Arquivo* SÃO PAULO, SP, 19.12.2021 - PIB cresce 1,2% no segundo trimestre de 2022 com volta de serviços no Brasil. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Ministério da Economia comemorou nesta quinta-feira (1º) o avanço do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil no segundo trimestre e disse ver a atividade econômica consolidada para crescimento ainda maior.

"Se no segundo trimestre com juro real no pico, com política monetária no pico, a gente cresceu 1,2%, a economia tem robustez para crescer mais ainda quando esses fatores aliviarem", afirmou o chefe da Assessoria Especial de Estudos Econômicos, Rogério Boueri.

O PIB brasileiro cresceu 1,2% no segundo trimestre deste ano, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, segundo informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com a equipe econômica, o resultado mostra uma consolidação da retomada da atividade econômica, que avançou pelo quarto trimestre consecutivo, apesar dos impactos da Guerra da Ucrânia e dos efeitos remanescentes da pandemia.

A pasta destacou também que os indicadores mostram o bom desempenho dos serviços, a recuperação do emprego e a taxa dos investimentos em níveis elevados. Conforme indicou o IBGE, os serviços puxaram o crescimento da economia de abril a junho, com alta de 1,3% do segmento.

As medidas recentemente adotadas pelo governo, como o aumento do Auxílio Brasil para R$ 600, não devem gerar efeito significativo sobre o PIB, argumentou Boueri. Como exemplo, citou que o saque extraordinário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) teve impacto estimado em 0,09 ponto percentual.

No último boletim macrofiscal da SPE (Secretaria de Política Econômica), divulgado em julho, a equipe econômica elevou a projeção de crescimento do PIB para 2022 de 1,5% para 2%.

Segundo Boueri, a estimativa atual está "datada" e será revisada para cima no próximo relatório, em setembro. O técnico do Ministério da Economia, contudo, evitou adiantar a nova projeção.

"2% já está datado, só o carrego já está em 2,4%, e a gente não acha que o Brasil vai parar de crescer", disse. "Vai ter de subir, para quanto é uma resposta que vou me privar porque prefiro dar essa resposta quando o pessoal da SPE efetivamente rodar as projeções e tiver o número baseado nos modelos".

Após participação em evento no Rio de Janeiro, o ministro Paulo Guedes (Economia) exaltou a força da economia brasileira e voltou a dizer que o país está "condenado a crescer". De acordo com o governo, o Brasil cresceu mais do que os países do G7 no primeiro semestre do ano.

"O que era uma previsão otimista para o ano inteiro, que era crescer 2%, já foi superada em seis meses", exaltou. "Se [o Brasil] não crescer nada daqui até o fim do ano, já tem, o que a gente chama de 'carry' [carrego], um crescimento de 2,4%", acrescentou.

A equipe econômica destacou também que os resultados mais recentes levaram os analistas do mercado financeiro a revisarem sistematicamente suas projeções para o PIB de 2022, cuja mediana saltou de 0,3% no início do ano para 2,1%, de acordo com o boletim Focus divulgado na última segunda-feira (29).

A pasta reforçou ainda sua convicção no vigor do crescimento da economia em 2023, apesar do pessimismo dos economistas da iniciativa privada.

Para 2023, o Ministério da Economia prevê crescimento de 2,5%, enquanto os economistas estimam alta de 0,37%. Como mostrou o jornal Folha de S.Paulo, esse descolamento das projeções sobre o PIB do próximo ano ocorre de forma precoce quando se olha para todo o período do governo Jair Bolsonaro (PL).

Segundo a equipe econômica do governo, o aperto monetário implementado pelo Banco Central para frear a inflação dificilmente terá efeito rápido e devastador sobre a atividade econômica.

No início de agosto, o Copom elevou a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual, a 13,75% ao ano. Desde o primeiro movimento, quando partiu de seu piso histórico (2% ao ano) em março de 2021, o ciclo de aperto acumula elevação de 11,75 pontos percentuais.

"Para termos crescimento bastante baixo, próximo de zero em 2023, vamos ter de ter uma desaceleração, um 'crash landing' muito grande, que é improvável dado que os efeitos de política monetária que já estão aí", afirmou Boueri.

De acordo com análise da pasta, caso a atividade econômica ficasse estagnada no segundo semestre deste ano e o crescimento médio de 2023 fosse de 0,3%, ainda assim, o PIB do país avançaria 1,4% no próximo ano.

Na visão do chefe da Assessoria Especial de Estudos Econômicos, este é um cenário conservador. "Precisa de um efeito externo muito forte para você tirar a plausibilidade desse intervalo de 1,4% e 2,9%", disse.