Economia chinesa cresce 7,8% em 2012, a menor taxa em 10 anos

Pequim, 18 jan (EFE).- A economia chinesa cresceu 7,8% em 2012, sua menor expansão em uma década, com uma alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 7,9% no último trimestre do ano, anunciou nesta sexta-feira o Birô Nacional de Estatísticas.

O índice está muito abaixo do avanço de 9,3% em 2011 e mais distante ainda dos 10,4% alcançados em 2010. No entanto, se encontra acima da alta de 7,5% fixada pelo regime comunista durante a Assembleia Popular de março do ano passado.

"Acima de tudo, a economia esteve se estabilizando", assegurou o Birô no comunicado divulgado nesta sexta-feira.

A citada instituição assinalou que o arrefecimento do crescimento aconteceu em um contexto de "medo no exterior e aflição doméstica", em referência à crise de dívida ainda vigente na Europa e nos Estados Unidos e seu consequente efeito na China.

Quase de forma simultânea, o Birô informou que o PIB cresceu 7,9% no último trimestre do ano, impulsionado pelas medidas de estímulo do Governo, o que pôs fim à tendência de declive dos sete trimestres anteriores.

Em 2012, o PIB da China alcançou 51,93 trilhões de iuanes (US$ 8,28 trilhões).

O Birô também anunciou, entre outros dados, os números da produção industrial chinesa, que desacelerou seu crescimento para 10% em 2012, 3,9 pontos percentuais abaixo do índice alcançado em 2011.

Além disso, as vendas a varejo registraram alta de 15,2% em dezembro, em contraste com os 14,9% de novembro, o que levou a um avanço de 14,3% em 2012, mesmo assim 2,8 pontos percentuais abaixo de 2011.

Por outro lado, o investimento chinês no setor imobiliário aumentou 16,2% em 2012 com relação ao ano anterior, apesar da campanha do Governo para desinflar a bolha imobiliária.

O setor imobiliário é o mais importante da economia chinesa, já que representa mais de 10% do cômputo total do PIB.

Antes da divulgação desses números, as principais bolsas de valores chinesas abriram otimistas, com a de Xangai subindo 0,48% e a de Hong Kong aumentando 0,73%. EFE

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