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'A economia aprendeu a conviver com a pandemia', diz presidente do BC

LARISSA GARCIA
·2 minuto de leitura
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 01.10.2020 - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 01.10.2020 - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a economia aprendeu a conviver com a pandemia de Covid-19 e, por isso, o impacto da segunda onda, com o aumento recente no número de casos e mortes pela doença, deve ser menor.

"É muito importante entender que o Brasil está enfrentando uma segunda onda [de contaminações]. Mesmo que o impacto dos novos casos [na saúde] seja maior que na primeira onda, a economia aprendeu a conviver com isso e o impacto parece ser um pouco menor [na atividade]", disse em evento virtual promovido pela XP nesta sexta-feira (9).

Campos Neto ressaltou que as novas variantes do novo coronavírus parecem ser mais contagiosas, mas disse estar confiante na vacinação e na reabertura da economia no segundo semestre de 2021.

"Ainda há muita incerteza, não somos campeões de vacinação, mas comparando com outros países estamos bem. Não estou dizendo que não poderíamos fazer melhor, mas há países menores não têm vacinas. Existem seis empresas que produzem imunizantes no mundo e nós conseguimos doses e também produzimos", ressaltou.

"Temos maior pessimismo [na economia] no primeiro semestre, com impacto em março e abril, mas no segundo semestre podemos ter uma surpresa positiva", completou.

O presidente do BC afirmou que com o avanço da vacinação, a mobilidade, com a flexibilização do distanciamento social, deverá aumentar rapidamente. "Um estudo recente mostrou que, olhando para todos os lockdowns [feitos recentemente], a capacidade de diminuir a mobilidade no Brasil é muito baixa", disse.

Sobre inflação, Campos Neto reiterou se tratar de um movimento temporário, mas repetiu que foi mais persistente que o esperado e que contaminou as expectativas para 2022, o que justificou a alta de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic) na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), no mês passado.

"A inflação se mostrou mais persistente que o esperado e respondemos a isso", disse. "Falamos em normalização parcial [da Selic] porque ainda avaliamos que a parte da pressão inflacionária é temporária, no número de hoje ainda pode-se ver isso", afirmou.

Atualmente a Selic está em 2,75% ao ano e a sinalização da autoridade monetária é de uma nova elevação de 0,75 ponto em maio.

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de março, divulgado nesta sexta, mostrou alta de 0,93% e alcançou 6,10% em 12 meses, valor superior ao teto da meta para 2021. A meta de inflação deste ano é de 3,75%, com limite de 5,25%.

"Temos o dado de inflação hoje, que veio um pouco menor [que as expectativas], por exemplo. Muito disso veio de preços administrados. Muita gente está falando sobre industriais, mas o etanol responde pela maior parte", comentou Campos Neto.