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EA é processada mais uma vez por causa de loot boxes

Felipe Demartini
·2 minuto de leitura

A Electronic Arts está sendo, mais uma vez, processada por causa das loot boxes presentes em seus jogos esportivos. Na mira de uma nova ação de classe movida na justiça americana está uma tecnologia de ajuste dinâmico de dificuldade presente em jogos como FIFA, Madden NFL e NHL, que incentivaria artificialmente a compra de conteúdos para que os usuários mantivessem seus times sempre atualizados e a páreo dos desafios impostos pelos jogos.

Oficialmente, o recurso é apresentado pela EA como uma forma de evitar que as partidas sejam fáceis ou difíceis demais, com o sistema levando em conta o time usado pelos jogadores para ajustar diferentes elementos do desafio imposto pelos adversários. Na prática, o processo afirma que a tecnologia também manipula os próprios atletas utilizados pelo usuário, de forma que eles fiquem menos habilidosos para forçar a compra de novos.

No centro da questão está o modo Ultimate Team, que, de forma grosseira, pode ser definido como um álbum de figurinhas digital, mas que os usuários podem usar no campo. Pacotes de cartas de diferentes níveis garantem atletas de várias categorias, com os kits sendo entregues tanto gratuitamente, enquanto se joga, quando por meio de compra com dinheiro de verdade. É claro que os melhores atletas aparecem, frequentemente, da segunda forma, o que leva ao processo aberto agora contra a EA.

A ação de classe afirma ainda que o recurso é utilizado em diferentes jogos sem a anuência do jogador, que fica sem saber por que seus atletas estão performando mal, passando a acreditar se tratar de uma necessidade de upgrade. A ideia dos advogados é que as estatísticas exibidas nas próprias cartas têm valor parcial, apenas, enquanto os usuários também acreditariam, falsamente, que a união destes dados e sua própria habilidade são suficientes para vencer ou perder partidas. Estaria criado, então, um círculo vicioso de compras, melhorias de equipes e novas compras uma vez que a dificuldade adaptativa agisse.

Para justificar o processo, os advogados citam leis de competição ilegal e proteção dos consumidores, existentes no estado americano da Califórnia, além de acusarem a Electronic Arts de enriquecimento injusto. O pedido é para que a EA realize campanhas publicitárias explicando como o sistema funcione, bem como ajuste as descrições de pacotes de cargas com esse fim e indenize os usuários que se sentirem lesados pela prática.

Em resposta oficial, a Electronic Arts afirmou que as alegações do processo não têm base e que os jogos estão mal interpretados nas alegações dos advogados. Além disso, alguns dos jogos citados não contariam com o sistema de dificuldade adaptativa, que é o centro da questão, mas a empresa não disse quais, completando a declaração com apenas um aviso de que vai se defender das acusações na própria justiça.

Fonte: Canaltech

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